
Após uma série de atrasos e promessas adiadas, o governo de Pernambuco finalmente começou os testes exigidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para a liberação do pouso de jatos na ilha. A interdição para aeronaves de grande porte está em vigor desde outubro de 2022, quando fissuras e buracos tornaram a pista insegura. A obra de recuperação está orçada em R$ 60 milhões.
A Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) confirmou que as obras no eixo central da pista foram concluídas e que os testes necessários para garantir a segurança das operações estão em andamento. Agora, cabe à Anac avaliar os resultados e decidir quando (e se) os aviões maiores poderão voltar a operar na ilha. Enquanto isso, a incerteza persiste.
Histórico de promessas quebradas
O cronograma da obra teve constantes revisões e novas datas anunciadas – e não cumpridas. O governo anterior, de Paulo Câmara, chegou a divulgar que os trabalhos começariam em abril de 2023. Não aconteceram. A gestão atual, de Raquel Lyra, herdou o problema e estabeleceu novos prazos, que também não foram respeitados.
O asfalto só começou a ser aplicado em setembro de 2024, quase dois anos depois da interdição. E a previsão de conclusão em 60 dias? Não aconteceu. Neste meio tempo, o impacto na conectividade da ilha continua. A proibição forçou a Azul a operar com aviões menores e levou a Gol a suspender seus voos para Noronha. A Voepass começou a operar na ilha em janeiro de 2023, mas apenas com aeronaves ATR, de menor porte.
Com os testes de pista em andamento, a expectativa é de que a Anac dê o aval para a volta dos jatos. Mas, diante do histórico de prazos furados, os passageiros que sonham com voos diretos e mais confortáveis para Noronha sabem que a paciência ainda será um item essencial na bagagem.







