
A Azul teve suas ações aprovadas para listagem na New York Stock Exchange (NYSE), principal bolsa de valores dos Estados Unidos. Segundo a companhia, a expectativa é que seus papéis comecem a ser negociados no pregão de 9 de julho, em um movimento que marca uma nova etapa após a conclusão de seu processo de reestruturação financeira.
A listagem foi divulgada por meio de fato relevante publicado nesta segunda-feira (6). Com a mudança, a empresa deixará voluntariamente a NYSE American, mercado voltado principalmente para empresas de pequeno e médio porte, e passará a negociar suas American Depositary Shares (ADSs) e ações ordinárias diretamente na NYSE.
Para a Azul, a migração para a principal bolsa norte-americana tem como objetivo ampliar sua presença no mercado internacional de capitais, aumentar a visibilidade junto à comunidade global de investimentos e facilitar o acesso a investidores institucionais.
“Este é um novo capítulo para a Azul. Saímos mais fortes, com governança aprimorada, uma estrutura de capital simplificada e uma base sólida para a criação de valor a longo prazo”, afirmou o John Rodgerson, CEO da Azul. “A listagem na NYSE deverá aumentar nossa visibilidade na comunidade global de investimentos, expandir nosso acesso a investidores institucionais e fortalecer ainda mais nossa posição nos mercados de capitais internacionais”, completou.
Azul avança após conclusão do Chapter 11

A nova listagem ocorre após a companhia concluir seu processo de reorganização financeira nos Estados Unidos. Em maio de 2025, a Azul entrou com pedido de proteção judicial sob o Chapter 11, mecanismo da legislação norte-americana semelhante à recuperação judicial brasileira. O processo foi encerrado em fevereiro deste ano, menos de um ano após o pedido.
Como parte da transição, a empresa informou que protocolará junto à Securities and Exchange Commission (SEC) um requerimento para cancelar a listagem de suas ADSs e ações ordinárias na NYSE American em até dez dias corridos após a notificação à bolsa — ou seja, em ou após 16 de julho de 2026. O cancelamento deverá entrar em vigor dez dias corridos após o protocolo junto ao regulador.
Na avaliação da Azul, a negociação na NYSE atenderá melhor aos interesses de seus acionistas e da comunidade de investidores do que a permanência na NYSE American.
A companhia ressaltou ainda que a mudança não altera a negociação de suas ações no mercado brasileiro. Os papéis da empresa continuarão sendo negociados normalmente na B3.







