
A Azul anunciou nesta quarta-feira (27) o início da negociação de suas ações na Nyse American, em Nova York, após concluir em fevereiro de 2026 o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11. A companhia aérea brasileira continuará com ações negociadas normalmente na B3, bolsa de valores brasileira, sob o código AZUL3.
A entrada na bolsa norte-americana faz parte do plano da empresa para ampliar o acesso a investidores internacionais depois da reestruturação financeira concluída neste ano. A Azul informou ainda que pretende transferir suas ações para a New York Stock Exchange (NYSE), principal bolsa de valores dos Estados Unidos, no início de julho de 2026, caso cumpra as exigências regulatórias e financeiras.
Na nova estrutura, cada American Depositary Share (ADS), recibo negociado nos Estados Unidos, representará duas ações ordinárias da companhia. Segundo a empresa, os atuais acionistas não precisarão realizar qualquer procedimento adicional por causa da nova listagem.
Bolsa reúne empresas menores e em expansão

A Nyse American pertence ao grupo Intercontinental Exchange e costuma concentrar empresas de menor porte ou em fase de expansão. Muitas companhias utilizam a plataforma como etapa anterior à migração para a NYSE, considerada a principal bolsa norte-americana.
Em comunicado ao mercado, o CEO da Azul, John Rodgerson, afirmou que a listagem marca uma nova fase para a companhia após a recuperação judicial. Segundo ele, a empresa encerrou o processo com uma situação financeira mais estável para seguir os planos de crescimento internacional.
Mesmo com o anúncio, as ações da Azul fecharam o pregão de terça-feira (26) em queda de 7,95% na B3, cotadas a R$ 22,11. Durante a sessão, os papéis oscilaram entre R$ 24,15 e R$ 22,04, refletindo cautela dos investidores em relação ao cenário da companhia.
Mercado acompanha dívida e recuperação da Azul

Investidores seguem monitorando a capacidade da Azul de reduzir dívidas e melhorar os resultados operacionais após o Chapter 11. O setor aéreo ainda enfrenta pressão causada pelo custo elevado do dólar, despesas financeiras e alta concorrência no mercado doméstico.
A Azul é uma das principais companhias aéreas do Brasil e opera voos nacionais e regionais. A empresa concorre diretamente com Gol e Latam e mantém forte presença em aeroportos regionais e cidades de médio porte.







