
De acordo com John Rodgerson, CEO da Azul, um dos maiores fatores de preocupação para a aviação brasileira é o alto número de processos judiciais. Somente em 2024, o setor já acumula um custo de R$ 1,3 bilhão, o que prejudica o desenvolvimento da aviação e impede que as passagens aéreas sejam oferecidas a preços mais acessíveis. O CEO também revela, em entrevista para o g1, que muitos passageiros aproveitam “brechas na lei” para processar as companhias.
Rodgerson destacou que “O Brasil representa apenas 3% dos voos no mundo, mas concentra 98% dos processos judiciais do setor”. Ele mencionou exemplos de situações que levam a ações judiciais, como o fechamento de pequenos aeroportos devido à presença de animais na pista, e enfatizou que os custos desses processos são repassados aos consumidores, afetando diretamente as operações da Azul.
O CEO da Azul também ressaltou que “Algumas pessoas aproveitam brechas da lei para processar por casos que não são responsabilidade. O brasileiro quer preços mais justos, temos que lutar juntos. É um perde-perde, porque é preciso colocar tarifas mais altas, o consumidor paga”.
“Tem um estado, que não vou citar o nome, que um em cada 22 passageiros nos processa. Em São Paulo, é um em cada mil. Quando você está olhando, você vai alocar seus recursos, eu quero mais em São Paulo”. Nessa fala, o CEO possivelmente faz referência ao estado de Rondônia, onde a alta judicialização já resultou no cancelamento de voos da Azul. Apesar dos desafios, a companhia aérea conseguiu restabelecer sua malha aérea no estado após firmar um termo de ajuste de conduta.







