
O CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, reconheceu nesta segunda-feira (20) que houve uma falha na comunicação sobre a nova política de bagagens da companhia, que limita o transporte de malas de mão em voos internacionais. A declaração foi feita durante a 21ª Assembleia Geral e Fórum de Líderes da Alta (Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo), em Lima, no Peru.
Cadier afirmou que a forma como a tarifa foi apresentada ao público gerou uma interpretação equivocada. “Infelizmente, isso foi mal interpretado como se as companhias estivessem ‘cobrando pelo uso do compartimento’, quando, na verdade, trata-se de dar opções diferentes ao cliente. Reconhecemos que não comunicamos bem isso ao público”, disse o executivo.
A tarifa mais básica permite que o passageiro leve apenas uma bolsa ou mochila de até 10 kg na cabine, sem direito à mala de mão tradicional. Segundo Cadier, o objetivo da nova categoria é oferecer uma opção mais barata a viajantes que embarcam com pouca bagagem, modelo já adotado por companhias internacionais.
“Eu espero que o Congresso entenda que isso é bom para o Brasil, é bom para o consumidor brasileiro”, afirmou.
A declaração vem em meio à pressão política e social contra as cobranças adicionais por bagagem de mão. Na última semana, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, classificou a prática como um “abuso” e anunciou a votação de urgência de um projeto que garante gratuidade para uma mala de mão e um item pessoal em voos nacionais e internacionais.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também se manifestou sobre o tema. O presidente da autarquia, Tiago Faierstein, afirmou que o órgão vai apoiar o Congresso na construção de uma proposta que limite as cobranças. “A Anac é sensível ao pleito do Congresso, que é o pleito da sociedade de não gerar um ônus maior para os consumidores”, declarou.







