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Aviação / Manchete

Com expectativa de R$ 6 bi em investimentos, governo realiza hoje leilão de 22 aeroportos

Leilão acontece na Bolsa de Valores de São Paulo

Leilão acontece na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Diferente da 5ª rodada (na foto) a presença no pregão será restrita a membros do governo e participantes do leilão.

O leilão da 6ª rodada de concessão de aeroportos acontece logo mais, às 10h, na B3 (antiga Bovespa). Fazem parte desta rodada 22 aeroportos divididos em três blocos: Norte, Central e Sul. A concessão dos terminais será pelo período de 30 anos. O governo estima investimentos de R$ 6,1 bilhões ao longo deste período, dos quais R$ 2,8 bilhões no Bloco Sul, R$ 1,8 bilhão no Bloco Central e R$ 1,4 bilhão no Bloco Norte. Os aeroportos a serem leiloados correspondem a 11% do tráfego aéreo nacional de passageiros, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O LEILÃO

A divisão em blocos repete o modelo adotado na 5º rodada, que mescla aeroportos de grande movimentação com terminais regionais dentro de um bloco. Desta forma a empresa que quiser administrar um aeroporto estratégico com, por exemplo Foz do Iguaçu, terá que levar também aeroportos menos movimentados do mesmo bloco, como, neste caso, Bacacheri, Pelotas, Uruguaiana.

Os lances mínimos serão de R$ 130,2 milhões pelo Bloco Sul, R$ 47,8 milhões pelo Bloco Norte e R$ 8,1 milhões pelo Bloco Central. Vencerão os consórcios que oferecerem o maior ágio sobre o preço mínimo de cada bloco. Uma mesma empresa poderá adquirir mais de um bloco.

Os valores – lance mínimo mais ágio – serão pagos imediatamente após o leilão. A partir do quinto ano de contrato, os consórcios terão de pagar ao governo um percentual da receita obtida a cada ano, até o fim do contrato.

OS BLOCOS

NORTE: Manaus/AM, Porto Velho/RO, Rio Branco/AC, Cruzeiro do Sul/AC, Tabatinga/AM, Tefé/AM e Boa Vista/RR

CENTRAL: Goiânia/GO, São Luís/MA, Teresina/PI, Palmas/TO, Petrolina/PE e Imperatriz/MA

SUL: Curitiba/PR, Foz do Iguaçu/PR, Navegantes/SC, Londrina/PR, Joinville/SC, Bacacheri/PR, Pelotas/RS, Uruguaiana/RS e Bagé/RS

INTERESSE INTERNACIONAL

 Durante um webminar realizado na última semana, o secretário nacional de Aviação Civil, Ronei Glanzmann, se mostrou otimista em relação ao resultado do leilão. De acordo com ele, o potencial do mercado doméstico brasileiro, um dos principais do mundo, deve atrair interessados de todo o mundo.

“Notamos muito interesse do mercado americano, asiático e europeu no mercado interno de aviação, que já mostra um reaquecimento”, afirmou.

Há uma expectativa também de que mais empresas tentem marcar presença no mercado brasileiro interessadas ganhar espaço antes do leilão da 7ª rodada, que contará com os principais ativos da Infraero, os Aeroportos de Congonhas e Santos Dumont.

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