
A Embraer publicou suas perspectivas de mercado para os próximos 20 anos relacionadas ao segmento de aeronaves comerciais com até 150 assentos. O relatório apresenta análises e tendências globais e regionais que influenciarão a demanda até 2041. Tanto é que nas próximas duas décadas, a previsão é que o setor necessite de 10.950 aeronaves deste porte, sendo 8.670 jatos e 2.280 turboélices, em valores que chegam a US$ 650 bilhões.
Segundo o fabricante, a demanda mundial por viagens aéreas crescerá 3,2% ao ano (CAGR) nas próximas duas décadas, um pouco menos do que a taxa de 3,3% prevista no ano passado. O crescimento mais fraco, segundo o fabricante brasileiro, reflete uma desaceleração de curto prazo da economia global, os efeitos da pandemia e o impacto do conflito Rússia-Ucrânia. Espera-se que a demanda total retorne aos níveis de 2019 até 2024.
Taxa de crescimento anual de demanda – classificada por região
- 4,3% Ásia-Pacífico (inclui China)
- 4,0% América Latina
- 3,8% África
- 3,2% Média Global
- 3,2% Oriente Médio
- 2,3% Europa
- 2,0% América do Norte
Entregas de jatos – 8.670 (% de participação)
- 2.740 América do Norte (31,6%)
- 2.230 Ásia-Pacífico (25,7%)
- 2.320 Europa e CEI (26,8%)
- 750 América Latina (8,7%)
- 330 Oriente Médio (3,8%)
- 300 África (3,5%)
Entregas de turboélices – 2.280 (% de participação)
- 960 Ásia-Pacífico (42,1%)
- 500 Europa e CEI (21,9%)
- 400 América do Norte (17,5%)
- 200 África (8,8%)
- 180 América Latina (7,9%)
- 40 Oriente Médio (1,8%)
DIGITALIZAÇÃO – Continuarão as tendências para o aumento da digitalização (home office, videoconferências) e regionalização (relocalização produtiva – reshoring), que surgiram no início da pandemia, e irão impulsionar a demanda por aeronaves de menor capacidade.
TECNOLOGIA VERDE – De acordo com a Embrer, a adequação da capacidade à demanda é a maneira mais sustentável de capturar as oportunidades de crescimento no mundo pós-pandemia. Novas tecnologias verdes tendem a se concentrar em aeronaves de menor porte, onde as inovações são incialmente aplicadas antes da introdução em plataformas maiores. Nesse contexto, aviões menores são elementos-chave para viagens aéreas mais sustentáveis, além de melhorar igualmente a conectividade.
CONVERSÃO PARA CARGUEIROS – Segundo a Embraer, o forte crescimento do comércio eletrônico está abrindo novos mercados para aeronaves a jato de carga com menor capacidade, impulsionando a demanda por conversões de passageiros para cargueiros.
Entregas de novas aeronaves – Por números:







