
Após concluir o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, a Gol pretende contratar, em média, um piloto por dia até o fim de 2025 como forma de conter a maior expansão de malha da história da companhia. “Vamos realizar a maior alta temporada de verão da nossa história”, disse o CEO da Celso Ferrer.
Com a saída do Chapter 11, a aposta da Gol é ampliar sua oferta doméstica e internacional para sustentar o crescimento nos próximos cinco anos. A meta é que um quarto de toda a operação seja internacional até 2030. Com a inauguração de rotas para destinos como Cancún, Aruba e Caracas, além de conexões inéditas como Belém-Miami e Rio de Janeiro-Mendoza, a malha internacional cresceu 62,1% só no primeiro semestre do ano.
Com o aumento do número de voos, cresce também a demanda por tripulação. Entre setembro e dezembro de 2025, a Gol deve contratar 120 novos copilotos, além de manter o ritmo de promoções internas. Neste ano, 116 profissionais foram elevados a comandantes após mais de uma década de carreira. O processo inclui provas técnicas e comportamentais, simuladores, 100 horas de voo supervisionado e avaliações da Anac.
A companhia planeja maximizar a capacidade das aeronaves, mantendo os custos baixos, para recuperar a escala pré-pandemia até 2026. “Nossa meta é atingir a capacidade que tínhamos em 2019 até 2026. Portanto, só depois de sete anos é que retornaremos ao tamanho que tínhamos no mercado doméstico”, disse o CEO. “Durante a crise, tivemos até 30 aeronaves paradas e teremos zero até o primeiro trimestre de 2026.”







