avião aviação combustivel (Foto Unsplash/Jose Lebron) combustível de aviação
Tarifas foram adiadas para reduzir os impactos do combustível de aviação nas aéreas (Unsplash/Jose Lebron)

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou nesta terça-feira (2) que o aumento do combustível de aviação não foi provocado por medidas do governo federal e atribuiu a alta a fatores geopolíticos ligados ao conflito entre Estados Unidos e Irã. Segundo ele, as ações adotadas pela União ajudaram a reduzir os efeitos do encarecimento do querosene de aviação (QAV) sobre as companhias aéreas e os passageiros.

As declarações foram feitas durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da EBC. De acordo com Franca, o governo implementou medidas de apoio ao setor aéreo para mitigar o impacto do aumento dos custos operacionais enfrentados pelas empresas, incluindo a compra do combustível de aviação.

“Não houve nenhuma medida do governo do Brasil no sentido de gerar o aumento do custo do combustível … Com as medidas que anunciamos para auxiliar ao setor, as companhias aéreas tivessem um fôlego durante esse período do aumento do combustível e não tivesse um impacto tão significativo no custo da sua operação”, afirmou o ministro.

Apoio a compra de combustível de aviação

AIE combustível de aviação
Mesmo com combustível de aviação mais caro, setor ganhou 30 milhões de passageiros (Freepik/IA)

Entre as iniciativas adotadas pelo governo estão a redução de tributos sobre o QAV, o adiamento do pagamento das tarifas de navegação aérea cobradas pela Força Aérea Brasileira (FAB) e a oferta de uma linha de crédito de R$ 1 bilhão destinada às companhias aéreas.

Segundo Franca, o adiamento das tarifas inicialmente previsto para março e abril foi ampliado para os meses de maio e junho. Com isso, os pagamentos poderão ser realizados apenas em dezembro.

“Nós fizemos o adiamento das tarifas do mês de março e de abril, e agora prorrogamos os meses de maio e junho, para que elas pudessem ser pagas somente em dezembro, de modo que as companhias aéreas tivessem um fôlego durante esse período do aumento do combustível”, disse.

O ministro informou ainda que os recursos da linha de crédito foram direcionados principalmente para capital de giro e aquisição de combustível. Segundo ele, o combustível representa cerca de 40% dos custos operacionais das empresas aéreas.

De acordo com Franca, as medidas contribuíram para preservar o ritmo de expansão do transporte aéreo no Brasil. “Isso fez com que nós tivéssemos uma manutenção da curva de crescimento do número de passageiros no Brasil”, afirmou.

Os dados apresentados pelo ministro mostram que o número de passageiros transportados passou de aproximadamente 98 milhões em 2023 para 130 milhões em 2025, o que representa a entrada de cerca de 30 milhões de novos usuários no sistema aéreo brasileiro.