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Ao tomar posse hoje à tarde; em Brasília; na presidência da Infraero; Gustavo Matos do Vale prometeu seguir as diretrizes do Governo no sentido de garantir os investimentos necessários para atender ao crescimento da demanda nos principais aeroportos do país. O dirigente lembrou que os aeroportos localizados nas 12 cidades-sede da Copa receberão ao todo investimentos de R$5;63 bilhões.

Segundo ele quase que a totalidade; R$5;23 bilhões; serão destinados aos 13 aeroportos; do 67 no total; sob a administração da Infraero. O restante do valor será investido pela iniciativa privada como decorrência do processo de concessão como é o caso do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante; em natal (RN). “Os investimentos serão; principalmente; para reforma; modernização e ampliação de terminais e pistas”; adiantou.

Na sua explanação ele confirmou que R$748;4 milhões serão para o aeroporto de Brasília; R$ 408;6 milhões para o aeroporto de Confins; R$87;5 milhões para o aeroporto de Cuiabá; R$72;8 milhões para o aeroporto de Curitiba; R$279;5 milhões para o Aeroporto de Fortaleza; R$327;4 milhões para o Aeroporto de Manaus; R$254 milhões  para o aeroporto de São Gonçalo do Amarante (RN); R$345;8 milhões para o Aeroporto de Porto Alegre; R$19;8 milhões para o Aeroporto de Recife; R$ 687;4 milhões para o Aeroporto do Rio de Janeiro (Galeão); R$ 45;1 milhões para Aeroporto de Salvador;  R$1;2 bilhões para o Aeroporto de São Paulo (Guarulhos) e; finalmente; R$739;9 milhões para o Aeroporto de Viracopos (Campinas).

Com relação a possível privatização e abertura de capital; Antonio do Vale disse que a segunda opção é mais viável e já está sendo discutida com a presidente Dilma; principalmente no que se refere a colaboração disso na construção do terceiro terminal do Aeroporto Internacional de Guarulho/SP.

Para ele a abertura de capital é uma solução mais viável e não existe espaço para processo de privatização; praticamente descartando tal possibilidade. “Como meu nome está ligado às privatizações de bancos estatais; fui questionando sobre a troca de comando para a iniciativa privada da Infraero. Mas; garanto que isto não está em cogitação no momento; pois esta decisão depende muito mais da exigência dos clientes e desempenho do corpo de funcionários do que de um dirigente”. 

Ele defendeu também a implantação de módulos operacionais em alguns dos aeroportos como o de Brasília e chegou a comentar que o mesmo se assemelhava a um “puxadinho de boa qualidade”.

Gustavo do Vale substituiu João Márcio Jordão; diretor de Operações; que estava no cargo; interinamente; desde a saída do ex-presidente Murilo Marques Barboza; há cerca de um mês.Em seu discurso Vale disse que dará continuidade aos programas em andamento; embora novos programas de gestão já estejam sendo avaliados. “Trabalharemos incansavelmente para atender a demanda do transporte aéreo e vamos nos reestruturar; quando necessário”.

Em relação aos preparativos para a Copa do Mundo e Olimpíadas; Vale afirmou que são eventos importantes e que a Infraero vem se adequando às necessidades do mercado e a demanda em crescimento. “Temos um plano em execução e recursos dentro do planejamento para os 67 aeroportos até 2014″. Segundo ele o modelo brasileir difere do utilizado em outros países.”Diferentemente da Europa; onde é possível percorrer os lugares por outros meios; o Brasil depende da aviação e qualquer crise no setor paralisa o país e a economia”.

Perfil – Vale tem 59 anos e; dentre suas atividades; foi diretor de Liquidações e Controle de Operações do Crédito Rural do Banco Central do Brasil e vice-presidente de Tecnologia e Infraestrutura e diretor de Tecnologia e Infraestrutura do Banco do Brasil S.A

Murilo Marques Barboza, Antonio Gustavo Matos do Vale e João Márcio Jordão