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Aviação / Destinos

Iata pede que países acelerem o relaxamento das restrições de viagem

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A Iata também quer que os governos permitam viagens sem quarentena para viajantes não vacinados com resultado negativo via teste de antígeno antes da partida

No dia em que anunciou os resultados globais do tráfego de passageiros em 2021, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) pediu aos governos que acelerem o relaxamento das restrições de viagem em seus respectivos países. Entre elas, a remoção de todas as barreiras de viagem (incluindo quarentena e testes) para aqueles totalmente vacinados com uma vacina aprovada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A Iata também quer que os governos permitam viagens sem quarentena para viajantes não vacinados com resultado negativo via teste de antígeno antes da partida; que acabem com a proibição de viagens; e que acelebrem a flexibilização das restrições,  reconhecendo que os viajantes não representam maior risco de disseminação do Covid-19 do que já existe na população.

“Os bilhões gastos testando viajantes seriam muito mais eficazes se alocados para distribuição de vacinas ou fortalecimento de sistemas de saúde”, disse Willie Walsh, diretor geral da Iata.

“Com a experiência da variante Ômicron, há cada vez mais evidências científicas e opiniões contrárias à restrição de viajantes e proibições de países para controlar a propagação do Covid-19. As medidas não funcionaram. Hoje a Ômicron está presente em todas as partes do mundo. É por isso que viajar, com poucas exceções, não aumenta o risco para a população em geral. Os bilhões gastos testando viajantes seriam muito mais eficazes se alocados para distribuição de vacinas ou fortalecimento de sistemas de saúde”, disse Willie Walsh, diretor geral da Iata.

Evidências

A associação informou que um estudo publicado recentemente pela Oxera e Edge Health demonstrou o impacto extremamente limitado das restrições de viagem no controle da disseminação do Ômicron. O estudo descobriu que se as medidas extras do Reino Unido em relação à Ômicron estivessem em vigor desde o início de novembro (antes da identificação da variante), o pico da onda  teria sido adiado em apenas cinco dias com 3% menos casos.

Além disso, a ausência de quaisquer medidas de teste para viajantes teria visto o pico da onda Ômicron sete dias antes, com um aumento geral de 8% nos casos. O estudo indica ainda que agora que a variante é altamente presente no Reino Unido, se todos os requisitos de teste de viagem fossem removidos, não haveria impacto nos números de casos ou hospitalizações.

“Embora o estudo seja específico para o Reino Unido, está claro que as restrições de viagem em qualquer parte do mundo tiveram pouco impacto na disseminação do Covid-19, incluindo a variante Ômicron. O Reino Unido, a França e a Suíça reconheceram isso e estão entre os primeiros a começar a acabar com as medidas de viagem. Mais governos precisam seguir esse exemplo. Acelerar o fim das restrições de viagem será um passo importante para viver com o vírus”, disse Walsh.

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