
RIO DE JANEIRO – O Aeroporto do Galeão é o mais novo hub da Gol. O anúncio oficial acaba de ser feito durante evento que ocorre hoje (6) no espaço Riogaleão Exclusive, no prédio administrativo/UAC, localizado na Avenida Vinte de Janeiro, na Ilha do Governador, com a presença, do presidente Lula, do prefeito do Rio, Eduardo Paes, do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e de executivos da companhia aérea.
Entre as novidades, foi anunciada uma nova rota direta entre o Rio de Janeiro e Nova York, que deve começar a operar a partir de julho de 2026. A ligação será feita entre o Galeão e o Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK), com três voos semanais operados pela Gol. A nova operação integra a estratégia de ampliação das conexões internacionais do aeroporto e faz parte da implantação do hub da companhia no terminal carioca.
A nova ligação faz parte da estratégia da companhia para ampliar sua presença em rotas internacionais a partir do Rio. O CEO da Gol, Celso Ferrer, afirmou que o Galeão será um ponto de conexão para passageiros vindos de diferentes cidades brasileiras antes do embarque para destinos no exterior. “Vamos voar para Nova Iorque daqui pro Galeão com voo direto a partir de julho”, disse Ferrer. Segundo o executivo, a expansão internacional da empresa também inclui novos destinos na Europa. O primeiro será Lisboa. “Tivemos coragem e vamos anunciar os primeiros voos para a Europa.”
Para viabilizar a nova ligação internacional, a Prefeitura do Rio prevê um incentivo de cerca de R$ 6 milhões. A ampliação das conexões internacionais é considerada estratégica para fortalecer o Rio de Janeiro como destino turístico global e ampliar o fluxo de visitantes estrangeiros para a cidade.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, destacou durante o evento a recuperação do movimento no Aeroporto Internacional Tom Jobim e a importância da ampliação das conexões aéreas para a economia da cidade. “Qualquer pessoa que esteja aqui e seja carioca sabe que esse aeroporto praticamente fechou. Quando chegamos, no início de 2023, o que havia aqui era um deserto”, afirmou.
Segundo ele, a retomada das operações e o anúncio do hub internacional são parte de um processo de recuperação do terminal. “Quando a gente pensa em voo, a gente pensa sempre só em passageiro, mas tem uma carga. Isso faz com que o custo das mercadorias para quem consome no Rio ou para quem exporta pelo Rio de Janeiro aumente ou diminua, e tem uma série de impactos muito importantes”, disse.
Paes também citou o potencial da cidade para ampliar sua presença nas rotas internacionais e ressaltou que um aeroporto internacional depende de conexões para sustentar novas operações: “Se não tiver conexão para outros lugares, o voo internacional não vem”.
Números e estimativas
Durante o evento, Lula também comentou o cenário do aeroporto antes da reorganização do sistema aeroportuário da cidade. “Eu não era presidente, eu vi muitas vezes esse aeroporto. Isso aqui era um deserto”, afirmou. A recuperação do movimento no Galeão está associada, entre outros fatores, às mudanças implementadas no sistema aeroportuário do Rio de Janeiro.
Desde 2023, o governo federal estabeleceu um limite anual de passageiros no Aeroporto Santos Dumont, fixado em 6,5 milhões, com o objetivo de estimular a transferência de voos para o Galeão, que possui maior capacidade operacional. De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), entre janeiro e julho de 2025 o Galeão recebeu 9,7 milhões de passageiros, crescimento de 49,2% em relação ao mesmo período de 2024.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que a medida contribuiu para a recuperação do fluxo de passageiros no terminal. “No ano passado nós celebramos mais de 18 milhões de passageiros, o maior volume de passageiros da história do aeroporto do Galeão”, declarou.
De acordo com nota do Ministério de Portos e Aeroportos, a iniciativa prevê ampliar a conectividade aérea internacional do terminal a partir de julho deste ano. Em 2025, o Galeão registrou 5,7 milhões de passageiros em voos internacionais, o maior número já registrado pelo aeroporto nesse segmento.
Estudos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico apontam que a consolidação do Galeão como hub internacional pode gerar impactos econômicos de longo prazo. A estimativa é de que, em dez anos, a iniciativa possa ampliar o Produto Interno Bruto do estado do Rio de Janeiro em R$ 50,6 bilhões e gerar cerca de 684 mil novos empregos. No cenário nacional, a projeção é de crescimento de 0,6% no PIB brasileiro no mesmo período.
O anúncio ocorre em um contexto de aumento do fluxo turístico internacional na capital fluminense. Em 2025, o Rio de Janeiro recebeu 2,1 milhões de visitantes estrangeiros, recorde histórico. O turismo tem impacto direto no setor de serviços, que representa cerca de 84% do Produto Interno Bruto (PIB) municipal.
A iniciativa também ocorre em meio a um processo de recuperação do movimento no Aeroporto Internacional Tom Jobim. Nos últimos anos, o terminal registrou queda no número de passageiros e chegou a ser apontado como um aeroporto subutilizado. Entre janeiro e julho de 2025, o Galeão recebeu 9,7 milhões de passageiros, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), um crescimento de 49,2% em relação ao mesmo período de 2024.
A retomada do movimento também está ligada à reorganização do sistema aeroportuário do Rio de Janeiro. Desde 2023, o governo federal estabeleceu um limite anual de passageiros no Aeroporto Santos Dumont, fixado em 6,5 milhões, com o objetivo de estimular a transferência de voos para o Galeão, que possui maior capacidade operacional. A medida foi articulada com a Prefeitura do Rio, o governo do estado e representantes do setor aéreo.
Gol informa que ampliará operações internacionais

O Abra Group, controlador da companhia, informou ao mercado que poderá adicionar até cinco aeronaves Airbus A330-900neo à frota Gol por meio de contratos de leasing operacional e de uma carta de intenção firmada com a Avolon Aerospace Leasing Limited. Os aviões de fuselagem larga da Gol têm capacidade entre 250 e 300 passageiros e serão utilizados em rotas de longo curso. As entregas estão previstas para ocorrer a partir de 2026, condicionadas às etapas contratuais usuais nesse tipo de operação.
O anúncio ocorre em um contexto de expansão do turismo internacional no Brasil. Segundo dados da Embratur, o país recebeu 9,3 milhões de visitantes estrangeiros em 2025, um crescimento de 37% em relação ao ano anterior. No mesmo período, o Rio de Janeiro registrou 2,1 milhões de turistas internacionais, o maior número da série histórica.
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