
Este será um ano desafiador para a aviação. Esta é a definição do diretor da Delta para o Brasil, Luciano Macagno, que conversou com o M&E em Nova York após o Business Meeting do Lide, que ocorreu na manhã desta quarta-feira (13) e teve o patrocínio da aérea norte-americana. Mesmo com um ajuste de oferta – que ocorrerá no decorrer de 2015 – o executivo ressaltou que a empresa não mudou a visão de longo prazo sobre o Brasil, seu principal mercado na América Latina.
“É um ano para estar presente. O mais importante neste momento é estar perto do mercado e dos parceiros, acompanhando os agentes de viagens e dando suporte”, destacou Macagno. “Precisamos ter muita criatividade e estar alinhados na gestão do dia-a-dia, pois o curto prazo será muito valioso”, complementou.
A companhia opera atualmente 42 frequências semanais entre o Brasil e os Estados Unidos, com voos de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. No decorrer deste ano, ocorrerá – nas palavras de Macagno – um “ajuste” na oferta para adequar à atual demanda. Em outubro, os 14 voos entre Guarulhos e Atlanta se transformarão em 11 e para Detroit já passaram de sete para cinco vezes por semana. No Rio de Janeiro (que teve oferta ampliada recentemente) e em Brasília não haverá diminuição, bem como no voo diário entre São Paulo e Nova York.
O executivo ressaltou, no entanto, que isso não significa uma desvalorização do mercado brasileiro e classificou a oferta menor como uma acomodação natural à demanda, também por conta da queda dos preços das tarifas. “Isso não muda a nossa visão de longo prazo para o Brasil, que é ser a melhor companhia norte-americana presente no país. Acreditamos muito no mercado brasileiro e este foi apenas um ajuste tático de curto prazo, que será quase imperceptível para os passageiros”, afirmou.
Macagno lembrou que investir em um país não significa apenas abrir mais destinos e ampliar a oferta. Ele destacou que um dos principais diferenciais da Delta é a qualidade do produto, com aviões e classes padronizados em todos os destinos, além de um serviço considerado superior.
“Estamos investindo no nosso produto para garantir a satisfação do nosso cliente. Na nossa visão de longo prazo, acreditamos que isso faz toda a diferença, especialmente em um momento como este. Nosso foco no produto vai continuar”, garantiu o executivo, lembrando que as aeronaves utilizadas nas rotas brasileiras contam com o mesmo tipo de serviços e classes, incluindo a Economy Comfort.
Comercial – Recentemente a companhia ampliou a sua equipe comercial e passou a não atuar mais por meio de GSAs. Ele ressaltou que boa parte do sucesso da companhia no país se deve a eles, mas destacou que esta é uma mudança que está ocorrendo em todos os mercados que a Delta atua e sinaliza uma consolidação nesses países. “Com uma equipe própria, conseguimos ficar mais próximos do mercado, com o controle de 100% das nossas vendas”, contou.
Anderson Masetto, de Nova York







