
Uma “piada infeliz” no aeroporto de Brasília acabou em caso de polícia. Uma passageira foi presa em flagrante pela Polícia Federal depois de responder, durante o check-in, que só levava “uma bomba” na mala.
Mesmo após explicar que era apenas uma brincadeira, a mulher — Karyny Virgino Silva, servidora do Banco do Brasil, foi detida e levada para a Superintendência da PF, onde o caso foi tratado como ameaça à segurança de voo.
O episódio reacende um alerta: fazer piada sobre bomba, armas ou qualquer item proibido em aeroporto é crime. A fala aciona protocolos de segurança rigorosos, paralisa operações e mobiliza forças policiais, mesmo que não exista risco real.
Segundo o artigo 261 do Código Penal, expor aeronaves ou embarcações a perigo, ou realizar qualquer ato que possa dificultar sua navegação, é crime, com pena de 2 a 5 anos de prisão e multa.
“Se alguém declara que tem uma bomba a bordo, não existe meio-termo. A polícia vai agir como se fosse verdade até comprovar o contrário”, explica o perito aeronáutico Daniel Calazans.
Durante o embarque, companhias aéreas seguem protocolos internacionais e perguntam se há itens proibidos nas malas. A lista inclui explosivos, combustíveis, gases e materiais radioativos. Qualquer menção indevida obriga a parada imediata do procedimento, varredura de bagagens e notificação da PF.
E o caso de Brasília não é isolado. Nos últimos anos, situações semelhantes já causaram voos atrasados, evacuação de aeronaves e prisões em aeroportos de São Paulo, Recife e Teresina.
Karyny, que embarcaria para Confins (MG), teve liberdade provisória concedida pela Justiça, mas seguirá respondendo ao processo. A Azul, companhia responsável pelo voo, afirmou em nota que “medidas como essas são necessárias para garantir a segurança das operações”.
*Com informações do G1







