Ministro Moreira Franco e representantes do consórcio ganhador do Galeão
Ministro Moreira Franco e representantes do consórcio ganhador do Galeão “batem martelo” por lance 300% superior ao valor inicial do leilão (Crédito: SAC/PR)

A operadora do aeroporto de Cingapura, vai administrar o Galeão. O consórcio Aeroportos do Futuro, liderado pela Odebrecht em parceria com a Changi, de Cingapura, venceu o leilão de privatização do aeroporto do Galeão com lance de R$ 19.018.888.000 bilhões, ágio de 294% em relação ao valor mínimo estabelecido pelo governo de R$ 4,828 bilhões. A disputa foi para o leilão viva-voz, mas não houve novas propostas.

O aeroporto de Minas Gerais teve uma disputa mais acirrada, com pelo menos seis lances no leilão viva-voz entre o grupo vencedor e o consórcio Aliança Atlântica, formado por Queiroz Galvão e Ferrovial, empresa espanhola que administra o aeroporto de Heathrow, em Londres. O Aerobrasil aumentou sua proposta inicial de R$ 1,4 bilhão em 30% para arrematar Confins.

Os vencedores terão que pagar entre R$ 900 milhões e R$ 1 bilhão por ano de outorga. E a Infraero vai pagar junto, já que tem participação de 49% no consórcio.

O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Moreira Franco, avalia que o “resultado do leilão foi excepcional e prova que o país está equilibrado e que desperta grande interesse dos investidores estrangeiros”.

“Mais uma vez fizemos um processo de concessão em prazo recorde e bem sucedido”, declara o diretor-presidente da ANAC, Marcelo Guaranys. “Teremos seis operadores administrando os principais aeroportos do país e concorrendo entre si. Cabe à ANAC fiscalizar para cobrar a melhoria contínua da qualidade dos serviços oferecidos aos usuários”, avalia Guaranys. Segundo o diretor, muitas melhorias já podem ser observadas nos três aeroportos concedidos em 2012, Guarulhos, Viracopos e Brasília, com ganhos perceptíveis aos passageiros. Além disso, os investimentos programados têm sido realizados e as obras previstas estarão concluídas até a Copa do Mundo. A ANAC é responsável pela gestão e fiscalização dos contratos de concessão.

Para o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, o resultado do leilão como uma demonstração de confiança dos investidores nacionais e estrangeiros no País, no crescimento da infraestrutura aeroportuária e nas oportunidades de negócios que o País oferece.