
O governo dos Estados Unidos anunciou uma medida emergencial para conter o impacto do maior shutdown da história do país, que já dura 36 dias. A partir desta sexta-feira (7), a Administração Federal de Aviação (FAA) vai reduzir em 10% a capacidade de voos em 40 dos principais aeroportos norte-americanos. A decisão, segundo o secretário de Transportes, Sean Duffy, busca aliviar a pressão sobre os controladores de tráfego aéreo e garantir a segurança das operações durante a paralisação do governo federal.
Desde o início do shutdown, cerca de 13 mil controladores e 50 mil agentes da Administração de Segurança no Transporte (TSA) estão trabalhando sem receber salário. A falta de pessoal e o aumento da carga de trabalho vêm causando atrasos e cancelamentos em dezenas de milhares de voos em todo o país. “Trata-se de identificar onde está a pressão e reduzir o risco no espaço aéreo nacional”, afirmou o administrador da FAA, Bryan Bedford, em coletiva de imprensa.
A medida afetará aeroportos estratégicos como Atlanta (Hartsfield-Jackson), Chicago (O’Hare e Midway), Nova York (JFK, LaGuardia e Newark), Los Angeles, Miami, Dallas, Houston, Boston, São Francisco e Washington (Reagan e Dulles). Segundo fontes da FAA, a redução começará em 4% na sexta-feira e chegará gradualmente aos 10% previstos. Os cortes se concentrarão nos horários de pico, entre 6h e 22h, mas os voos internacionais estão isentos.
Duffy advertiu no início da semana que, se a paralisação continuar, pode ser necessário adotar medidas ainda mais drásticas, incluindo o fechamento de partes do espaço aéreo nacional. “Estamos chegando a um ponto de caos total”, disse o secretário, acrescentando que a prioridade é manter os céus americanos seguros.
O que dizem as companhias aéreas e entidades
As companhias aéreas já se mobilizam para lidar com o impacto. A United Airlines informou que voos internacionais de longa distância e conexões entre grandes hubs não serão afetados. A empresa também garantiu que todos os passageiros poderão solicitar reembolso, inclusive aqueles com tarifas básicas ou não reembolsáveis.
Representando as principais companhias aéreas do país, a entidade Airlines for America declarou que está “trabalhando com o governo federal para entender os detalhes da nova medida e mitigar os impactos sobre passageiros e cargas”.
O Departamento de Transportes ressaltou que os cortes foram planejados de forma proporcional entre as companhias e que a decisão é preventiva, tomada com base em dados de segurança e projeções de escassez de pessoal. “Não vamos esperar que um problema de segurança se manifeste. O sistema aéreo dos Estados Unidos continua extremamente seguro”, afirmou Bedford.
Enquanto isso, a Casa Branca confirmou que o presidente Donald Trump foi informado sobre as restrições impostas pela FAA. O impasse orçamentário entre a Casa Branca e o Congresso, que deu origem à paralisação, ainda não tem previsão de ser resolvido, mantendo a incerteza sobre os próximos passos da aviação norte-americana.
Confira a lista completa dos aeroportos afetados:
- Anchorage International (Alasca)
- Hartsfield-Jackson Atlanta International (Geórgia)
- Boston Logan International (Massachusetts)
- Baltimore/Washington International (Maryland)
- Charlotte Douglas International (Carolina do Norte)
- Cincinnati/Northern Kentucky International (Ohio)
- Dallas Love Field (Texas)
- Ronald Reagan Washington National (Washington, D.C.)
- Denver International (Colorado)
- Dallas/Fort Worth International (Texas)
- Detroit Metropolitan Wayne County (Michigan)
- Newark Liberty International (Nova Jersey)
- Fort Lauderdale/Hollywood International (Flórida)
- Honolulu International (Havaí)
- Houston Hobby (Texas)
- Washington Dulles International (Virgínia)
- George Bush Houston Intercontinental (Texas)
- Indianapolis International (Indiana)
- John F. Kennedy International – JFK (Nova York)
- Las Vegas McCarran International (Nevada)
- Los Angeles International – LAX (Califórnia)
- LaGuardia (Nova York)
- Orlando International (Flórida)
- Chicago Midway (Illinois)
- Memphis International (Tennessee)
- Miami International (Flórida)
- Minneapolis/St. Paul International (Minnesota)
- Oakland International (Califórnia)
- Ontario International (Califórnia)
- Chicago O’Hare International (Illinois)
- Portland International (Oregon)
- Philadelphia International (Pensilvânia)
- Phoenix Sky Harbor International (Arizona)
- San Diego International (Califórnia)
- Louisville International (Kentucky)
- Seattle/Tacoma International (Washington)
- San Francisco International (Califórnia)
- Salt Lake City International (Utah)
- Teterboro (Nova Jersey)
- Tampa International (Flórida)
*Com informações de ABC News







