
O transporte aéreo na América Latina e Caribe registrou um primeiro semestre aquecido. Segundo dados preliminares do Conselho Internacional de Aeroportos da América Latina e Caribe (ACI-LAC), o volume de passageiros na região cresceu 6,24% nos seis primeiros meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2024. O desempenho acima do esperado já leva a entidade a considerar uma revisão nas projeções para o restante de 2025.
Entre os destaques, a Argentina puxou a fila com um aumento de 15% no tráfego de passageiros. O avanço, segundo o diretor-geral da ACI-LAC, Rafael Echevarne, é reflexo direto das políticas de liberalização e desregulamentação adotadas recentemente pelo país. “Essas medidas estão dando frutos concretos em termos de crescimento sustentado, maior conectividade e um aumento notável no número de passageiros”, avaliou.
O Brasil também apresentou resultado robusto: os aeroportos brasileiros movimentaram 112 milhões de passageiros entre janeiro e junho, o que representa um crescimento de 9,3% sobre o mesmo período do ano passado. Já o México, outro importante player regional, cresceu 2% e somou 92 milhões de passageiros no semestre — números que, segundo a ACI-LAC, demonstram a solidez e maturidade do mercado mexicano.
Outros mercados que se destacaram no período foram El Salvador (+8,5%), Peru (+7,1%) e Panamá (+7%).
Projeções podem subir
A previsão atual da ACI para o fechamento de 2025 indica que o tráfego aéreo na América Latina e Caribe deve atingir 789 milhões de passageiros, um crescimento de 4,1% sobre o ano anterior. No cenário global, o avanço estimado é de 3,7%, com projeção de 9,8 bilhões de passageiros.
No entanto, com os dados positivos do primeiro semestre, Echevarne sinaliza que a entidade já está reavaliando seus números: “Com base no crescimento observado, ACI está revisando suas previsões de tráfego para a região no ano de 2025”.
Carga aérea também avança
O relatório também traz dados sobre o transporte de cargas. Entre janeiro e junho de 2025, o volume movimentado na região aumentou 2,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Panamá liderou esse segmento, com mais de 100 mil toneladas transportadas — um salto de 15% frente ao ano passado. A Argentina, novamente, se destacou com alta de 8,3% no volume de carga aérea.







