
A Turquia proibiu a atracação de um cruzeiro voltado ao público LGBTQ+ em seus portos, obrigando a alteração do roteiro da viagem. O navio Scarlet Lady, da Virgin Voyages, havia sido fretado pela empresa Atlantis Events para um cruzeiro temático que partiria da Grécia com destino a diferentes cidades do Mediterrâneo.
As escalas previstas em Kuşadası e Istambul foram canceladas pelas autoridades turcas, que justificaram a decisão com base na defesa dos “valores familiares” e dos “padrões morais” do país. Segundo a administração da província de Aydin, a proibição é definitiva e não haveria possibilidade de receber o grupo.
O cruzeiro, denominado “Atenas a Veneza”, iniciou sua viagem em 5 de julho e transporta cerca de 1.900 passageiros, a maioria dos Estados Unidos. Diante da decisão das autoridades turcas, a Atlantis Events anunciou mudanças no itinerário, substituindo as escalas por paradas no Cairo, no Egito, e na ilha de Creta, na Grécia.
Antes da viagem, a polícia de Istambul realizou uma operação em um bar da cidade após a circulação de um panfleto anunciando uma suposta festa organizada pela Atlantis Events. A empresa informou, no entanto, que não tinha qualquer relação com o material divulgado.
Segundo a Atlantis Events, esta é a primeira vez, em 36 anos de atuação, que um de seus cruzeiros é impedido de atracar em um destino por esse motivo. A empresa afirmou que suas viagens têm caráter exclusivamente turístico e de lazer e que busca respeitar as leis e costumes dos países visitados.
A Turquia não reconhece o casamento entre pessoas do mesmo sexo e, nos últimos anos, tem adotado um discurso mais conservador em relação aos direitos da população LGBTQ+, com restrições a eventos públicos ligados à comunidade e ao uso de espaços para esse tipo de atividade.







