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Gustavo Feliciano, do MTur, entre Bud Darr e Marco Ferraz, da Clia Brasil (Arquivo/M&E)

A temporada brasileira de cruzeiros 2026/2027 começa oficialmente nesta sexta-feira (30/10). Com a expansão da frota marítima e o salto na oferta de leitos na costa do país, a expectativa do Ministério do Turismo e da Clia (Cruise Lines International Association) é que a operação movimente mais de R$ 4,76 bilhões na economia nacional e supere os 72 mil postos de trabalho gerados no ciclo passado.

“A temporada de cruzeiros impacta a economia brasileira de ponta a ponta. Quando um navio chega a um destino, toda a cadeia de serviços é beneficiada, do transporte à hospedagem, da alimentação ao comércio local. Isso gera oportunidades para pequenos e grandes empreendedores, além de criar empregos e gerar renda para quem recebe os turistas”, afirma o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

Segundo dados da Clia no Brasil, considerando as operações de cabotagem e os navios de longo curso, Santos (SP) lidera a projeção da temporada, com 640 mil leitos previstos e um potencial de injeção de mais de R$ 616 milhões na economia. Na sequência, o Rio de Janeiro (RJ) aguarda 316 mil leitos, o que deve gerar um impacto de aproximadamente R$ 304 milhões.

O Nordeste também se destaca: Salvador (BA) deve receber cerca de 182 mil leitos, com impacto estimado em R$ 175,2 milhões, enquanto Maceió (AL) tem previsão de 137 mil leitos e R$ 131,9 milhões em movimentação econômica. No Sul, Balneário Camboriú (SC) aparece com 198.071 leitos ofertados e impacto econômico estimado em R$ 190,6 milhões, seguido por Itajaí (SC), com 165.474 leitos movimentando R$ 159,3 milhões. Já Paranaguá (PR) registra 36.356 leitos ofertados, com potencial de impacto econômico de aproximadamente R$ 35 milhões.

“O início da temporada é um momento significativo para o setor e reflete um trabalho contínuo para fortalecer os cruzeiros no Brasil. A oferta, 24% maior, representa uma retomada importante, também favorecida por circunstâncias do mercado internacional. Nosso intuito é aproveitar essa oportunidade para construir um crescimento consistente, em parceria com o poder público e a iniciativa privada, avançando em infraestrutura, competitividade e segurança jurídica. Por trás de cada embarque, há viajantes realizando sonhos e uma cadeia de profissionais que torna essas experiências possíveis, com papel fundamental dos agentes de viagens. A Clia segue trabalhando para ampliar essas oportunidades e consolidar o Brasil como um destino cada vez mais atrativo para as companhias e os cruzeiristas”, afirma Marco Ferraz, presidente executivo da Clia no Brasil.

Para consolidar esses resultados, a temporada, que se encerra em 9 de abril de 2027, contará com oito navios dedicados à costa nacional, um a mais do que no ciclo anterior. A frota ampliada eleva a capacidade para mais de 800 mil leitos, garantindo um expressivo crescimento de 24%. Os portos de embarque e desembarque incluem Santos, Rio de Janeiro, Salvador, Maceió, Itajaí, Balneário Camboriú e Paranaguá.

Paralelamente, as embarcações internacionais de passagem expandirão a atividade para além dos circuitos regulares. Estão programados 28 navios de longo curso, de 22 companhias diferentes, que realizarão mais de duzentas escalas em 32 portos e pontos de parada brasileiros ao longo do período.

Crescimento mundial e atração de estrangeiros

O cenário nacional dialoga com o forte aquecimento global do setor. De acordo com a Clia, o número de passageiros no mundo chegou a 37,2 milhões em 2025, estabelecendo o terceiro recorde consecutivo da série histórica, com projeções de alta contínua até o fim da década. O levantamento também aponta um dado estratégico: o aumento da participação de estrangeiros entre os cruzeiristas, que saltou de 16,1% em 2024/2025 para 23,9% em 2025/2026.

Para o ministro Gustavo Feliciano, essa tendência é a oportunidade ideal para impulsionar a entrada de turistas internacionais e consolidar o Brasil como parada obrigatória na América do Sul.

“Temos a costa mais atrativa da América do Sul, e os cruzeiros funcionam como uma grande vitrine flutuante do nosso país para o mundo. Quando o turista desembarca e vivencia a cultura e a hospitalidade local, ele movimenta a economia e se torna um promotor dos destinos. É essa engrenagem que consolida o turismo como um motor definitivo de desenvolvimento, transformando o potencial dos nossos destinos em geração real de negócios, postos de trabalho e crescimento econômico nas cidades”, ressaltou o ministro.