
Para encerrar o 14º Encontro Comercial do Fohb, acontece agora o debate sobre “A evolução dos canais de distribuição”. Participam do debate: Antônio Gomes, do Hotel Urbano, Constantino Karacostas, da Class Tour, Daniel Santos, da Trend, Ligia Centurion, da Hotel.Info e Daniela Pereira, do Staybridge como mediadora.
Para Karacostas, o grande desfio hoje do agente e das agências é a quantidade de informações que o cliente possui. “Hoje o cliente chega com a informação e nos questiona, faz a conferência com aquilo que ele já consultou na internet. O problema é que eles não veem a realidade que as agências possuem com nossas ferramentas”, disse. O desafio para ele é avaliar todas essas informações e explicar ao cliente o que é realmente válido.
Ele ainda falou que para continuar relevante no mercado, o agente precisa se capacitar e conhecer bem aquilo que esta vendendo. “A tecnologia evolui, mas nada substitui o valor do conhecimento agregado da consultoria de viagem”, declarou.
Para Santos, a tecnologia é aliada dos agentes para conhecer seu cliente e com isso poder vender melhor. “Conteúdo todo mundo tem na internet. O agente não vai acabar porque a inteligência do negócio depende dele. Através da tecnologia queremos criar oportunidades de mercado no mundo virtual”, disse. O objetivo é provocar o agente a se integrar com a tecnologia.
Segundo Ligia, 90% inventário dos hotéis brasileiros é independente e para poderem divulgar seu conteúdo eles precisam investir em chanel managers (distribuidor de informação todos os sistemas de rede online). Para ela, a grande dificuldade é a complexidade da comunicação entre os sistemas e os investimentos. “A relevância das agências é pegar esse inventário todo disponível num canal só. Isso o consumidor não tem. Ele precisa pesquisar em diversos lugares na internet para obter as informações e mesmo assim não tem acesso a todas elas”.
Finalizando ela falou das tendências do mercado online. “55% das reservas são feitas via internet e o maior crescimento foi registrado no segmento dos aplicativos móveis. Ou seja, não basta estar na internet tem também que estar em diversos tipos de aplicativos para poder distribuir seu conteúdo”, comentou.







