
A Marriott International encerrou 2025 com números que chamam atenção até de quem já está acostumado com crescimento no setor. Foram 94 novos acordos assinados na região do Caribe e América Latina, adicionando mais de 10 mil quartos ao pipeline e consolidando a empresa como o maior grupo hoteleiro em operação por ali. O movimento representa alta de 40% nas transações e mais de 30% em quartos negociados na comparação com 2024.
No total, a companhia passou a operar 555 hotéis abertos em 37 países e territórios da região, somando mais de 95 mil quartos. Ao longo do ano, 39 novas propriedades entraram em funcionamento, reforçando a presença em segmentos que vão do luxo ao econômico.
Segundo Brian King, presidente de Transformação Empresarial para CALA, “a expansão reflete a capacidade de adaptação e inovação da empresa”. Ele afirma que a estratégia tem sido ouvir o viajante e ampliar o portfólio de marcas, tanto em resorts sofisticados quanto em hotéis de serviços limitados.
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Conversões ganham força e aceleram crescimento
Um dos motores desse avanço foi o modelo de conversões. Quase 30 hotéis e cerca de 3 mil quartos foram assinados nesse formato em 2025. Na prática, isso significa que empreendimentos independentes ou de outras bandeiras passaram a operar sob marcas da rede.
Hoje, aproximadamente 30% dos quartos adicionados no ano vieram desse tipo de transação. No fim de 2025, o pipeline contava com 45 projetos de conversão, totalizando mais de 6 mil quartos em desenvolvimento.
Para Laurent de Kousemaeker, Chief Development Officer da empresa na região, o ritmo mostra que a rede conseguiu se posicionar de forma ampla. “Agora somos líderes em todos os segmentos na região, inclusive em serviços limitados, onde começamos há poucos anos”, afirmou.
Luxo e All-Inclusive puxam nova fase de resorts
No segmento de alto padrão, o portfólio alcançou 71 hotéis abertos e outros 38 em desenvolvimento, somando mais de 18 mil quartos. Em 2025, dois endereços ganharam destaque: o Nekajui, da marca The Ritz-Carlton Reserve, na Costa Rica, e o Siari, também da mesma bandeira, no México.
A marca ainda anunciou sua estreia em Southern Eleuthera, nas Bahamas, com o futuro Cotton Bay, previsto para 2029. No mesmo caminho, a Bvlgari Hotels & Resorts confirmou o primeiro projeto na América Latina, em Exuma, também com abertura estimada para o fim da década.
Já no All-Inclusive, a empresa reforçou a aposta em experiências mais sofisticadas. Entre as inaugurações está o W Punta Cana, primeiro resort tudo incluído da marca W Hotels nesse formato. Outro destaque é o JW Marriott Costa Elena Resort All-Inclusive, na Costa Rica, primeiro da bandeira JW Marriott na região com esse conceito.
City Express cresce e mira cidades secundárias
No segmento econômico, a expansão da City Express by Marriott liderou o movimento. Foram 28 novos acordos em 2025, somando mais de 3.100 quartos. A marca está ampliando presença em países como Argentina, Brasil, El Salvador, Guiana, México, Porto Rico e República Dominicana.
A previsão é inaugurar seis unidades em 2026, incluindo estreias em mercados onde ainda não operava, como Nicarágua e El Salvador. Ao final de 2025, a bandeira somava quase 150 hotéis abertos e mais de 17.700 quartos na região.
Brasil vira peça-chave da expansão
O Brasil aparece como prioridade na próxima fase de crescimento. Hoje, o grupo opera 15 hotéis no país, distribuídos em nove marcas, com 3.779 quartos. No pipeline, já estão assinadas outras 21 propriedades, que devem acrescentar cerca de 4 mil quartos à oferta.
Entre as aberturas recentes está o The Westin São Paulo. Também está previsto para este ano o retorno do icônico Tropical Hotel da Amazônia, agora sob a bandeira Tribute Portfolio. Outro projeto anunciado é o The Westin João Pessoa, planejado no formato All-Inclusive.
A estratégia mistura resorts, hotéis upscale e serviços limitados, tentando capturar tanto o lazer quanto o corporativo. Num cenário em que o turismo latino-americano segue aquecido, a Marriott aposta em diversidade de marcas e conversões rápidas para ganhar escala.







