Cinco tendências que vão redefinir a indústria de atrações em 2026
Levantamento aponta oportunidade estratégica para o posicionamento do Brasil (Freepik/
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A indústria de atrações deve entrar em 2026 orientada por cinco movimentos centrais: transformação do talento humano, compromisso com a sustentabilidade, adaptação às mudanças climáticas, integração de tecnologia às experiências presenciais e valorização da identidade local. As tendências impactam diretamente a forma como parques temáticos, atrações culturais e equipamentos de entretenimento estruturam suas operações, experiências e modelos de gestão.

A gestão de pessoas aparece como eixo estruturante. A formação de talentos especializados, somada à convivência entre diferentes gerações, tem levado o setor a revisar processos de recrutamento, capacitação e cuidado com as equipes. A lógica é operacional: colaboradores engajados e preparados são determinantes para a qualidade da experiência entregue ao visitante.

“Dos parques temáticos às atrações culturais, a indústria brasileira está incorporando essas tendências globais para criar experiências que refletem sua identidade única: proximidade, diversidade e um calor humano impossível de replicar. Temos a oportunidade de nos tornarmos uma referência regional em entretenimento consciente, sustentável e profundamente personalizado”, afirma Paulina Reyes, vice-presidente e diretora executiva da IAAPA para a América Latina e o Caribe.

A IAAPA é a associação global da indústria de atrações, e fez o levantamento a partir da análise do comportamento do público e das mudanças operacionais observadas no setor. No Brasil, a entidade avalia que o cenário amplia o potencial competitivo do turismo de entretenimento.

Outro ponto identificado é a sustentabilidade, que deixa de ser planejamento de longo prazo e passa a integrar decisões cotidianas. A adoção de medidas como eficiência energética, redução de resíduos, uso de materiais responsáveis e ações de impacto social alinhadas à governança corporativa ganha escala e passa a ser tratada como responsabilidade imediata do setor.

Já o avanço dos eventos climáticos extremos, como ondas de calor, chuvas intensas e instabilidade do clima influenciam o desenho dos espaços e a operação diária, com a criação de áreas sombreadas, ambientes climatizados, sistemas de alerta e protocolos voltados à proteção do público e à continuidade das atividades.

No campo tecnológico, a digitalização avança como suporte à experiência humana. Ferramentas como realidade aumentada, filas virtuais, mapas interativos, pagamentos por aproximação e recursos de gamificação são adotadas para organizar fluxos, ampliar a imersão e permitir maior personalização da visita, sem substituir o contato direto com equipes e atrações.

A busca por autenticidade completa o conjunto de tendências. O visitante demonstra maior interesse por experiências conectadas à cultura do destino, com valorização da gastronomia, das narrativas regionais e das celebrações locais. A personalização de itinerários e ofertas reforça a percepção de exclusividade e diferenciação.