Roda de conversa na COP30 debateu o papel estratégico dos Geoparques no desenvolvimento sustentável nacional. (Divulgação/Henrique Huff/MTur)
Roda de conversa na COP30 debateu o papel estratégico dos Geoparques no desenvolvimento sustentável nacional. (Divulgação/Henrique Huff/MTur)

Uma roda de conversa no estande do Ministério do Turismo na Green Zone da COP30, no último sábado (15), em Belém, reuniu especialistas, gestores públicos e representantes da sociedade civil para discutir estratégias de integração de Patrimônios Mundiais, Geoparques e Reservas da Biosfera reconhecidos pela Unesco no Brasil. O objetivo foi debater como essas áreas podem contribuir para o desenvolvimento sustentável ao conciliar conservação ambiental, valorização cultural e geração de oportunidades nas comunidades.

A coordenadora-geral de Produtos e Experiências Turísticas do Ministério do Turismo, Fabiana Oliveira, afirmou que as certificações internacionais fortalecem a competitividade dos destinos brasileiros. Segundo ela, o reconhecimento da Unesco amplia a visibilidade e a credibilidade dos locais e estimula investimentos em conservação ao qualificar a oferta turística. 

“Os reconhecimentos internacionais da Unesco atuam como um selo de excelência que amplia a visibilidade e a credibilidade dos destinos turísticos. Quando um lugar recebe uma chancela, ele passa a ser percebido como um patrimônio de valor universal, o que atrai viajantes em busca de experiências autênticas, culturais e sustentáveis. Esses títulos fortalecem a identidade local, estimulam investimentos em conservação e qualificam a oferta turística, tornando o destino mais competitivo no Brasil e no exterior”, disse.

Eduardo Guimarães, presidente da Rede Global de Geoparques Mundiais da Unesco, vice-coordenador da Rede de Geoparques da América Latina e Caribe e diretor do Geoparque Araripe, no Ceará, destacou o caráter inédito da iniciativa brasileira de integração entre programas. 

“A roda teve como propósito discutir os sítios mundiais da Unesco como estratégia de desenvolvimento sustentável para o Brasil. Estamos atuando como uma espécie de força-tarefa para criar pontes entre os programas, para que cada um não trabalhe isolado. É uma iniciativa nova – não só no Brasil, mas no mundo –, e, por isso, exige mais empenho. Já percebemos muita sinergia entre lideranças e especialistas e, em breve, teremos um produto técnico que tornará essa discussão ainda mais propositiva”, afirmou.

O presidente da rede também ressaltou o apoio do Ministério do Turismo na promoção das áreas reconhecidas. “O Ministério do Turismo tem sido um parceiro essencial. Nos últimos dois anos, tanto no Salão Nacional de Turismo do Rio de Janeiro quanto no de São Paulo, o apoio do MTur foi decisivo para viabilizar a participação dos Geoparques Mundiais. Os estandes foram muito visitados, muito bem produzidos, e isso mostra a convergência de objetivos. Esse relacionamento começou há pouco mais de dois ou três anos, mas já mostra avanços importantes”, afirmou Guimarães. 

Ele acrescentou que o alinhamento com o MTur evidencia o potencial das certificações como produtos turísticos com capacidade para ampliar a visibilidade internacional do Brasil.