Pesquisa da Fecomércio RJ/Ipsos aponta que 25% dos brasileiros fizeram ou farão alguma viagem em 2015. O resultado demonstra relativa estabilidade em relação ao ano passado, quando ficou em 24%, mas continua um pouco abaixo da média histórica, iniciada em 2012, de 27%. A preferência dos brasileiros neste ano é para viagens dentro do próprio estado, destino informado por 60% dos viajantes. O turismo para outros estados do país é a opção de 40%. Já as viagens internacionais foram informadas por 3%, o que demonstra relativa estabilidade em relação a 2014, quando o percentual foi de 2%.
“Os economistas costumam dizer que toda crise abre espaço para oportunidades. A ideia vale também para o turismo no país. Com o dólar caro e a confiança em baixa, o brasileiro prioriza viagens dentro do próprio estado, de menor custo, que podem ser feitas de carro, por exemplo. Num país com o potencial natural e cultural do Brasil, o turismo interno tem ainda muito por se desenvolver, na esteira da melhoria da infraestrutura e do atendimento. Neste caso, as melhores notas dadas pelo brasileiro à estrutura turística local estão nos serviços prestados pelas empresas, como hotéis, comércio e restaurantes, com avaliação inferior dos serviços públicos – como limpeza e segurança”, afirma o gerente de Economia da Fecomércio RJ, Christian Travassos.
Entre os motivos para viajar, em primeiro lugar aparecem lazer ou férias, razão apontada por 53% dos viajantes. A visita a parentes e amigos aparece em segundo lugar, com 38%, e as viagens por motivos profissionais ou a negócios foram informadas por 11%. Neste ano também foi registrado o maior índice da série para viagens religiosas. Essa é a razão da viagem de 4% em 2015. O carro ultrapassou o ônibus como o meio de transporte mais utilizado, preferência de 41% dos viajantes. Com queda de 7 pontos percentuais em relação ao ano passado, o ônibus aparece como a opção de 40% dos viajantes. Já a opção pelo avião subiu 5 pontos percentuais em relação a 2014, sendo o meio de transporte escolhido por 18%. Esta foi a maior parcela de viajantes optando pelo transporte aéreo desde o início da série. A casa de parentes e amigos ainda é a opção de 65% dos viajantes, mas registrou queda de 7 p.p. em relação ao ano passado. A segunda opção são hotéis ou pousadas, com 25%, uma alta de 6 p.p., em relação a 2014. Já 8% dos viajantes preferem ficar em casa ou apartamento, próprio ou alugado.
Na avaliação sobre a estrutura turística do estado de origem, todos os itens registram queda em relação ao ano passado, mas a melhor nota média dos brasileiros ainda é para o setor de serviços – hotéis (6,6) e bares e restaurantes (6,1), contra 6,7 e 6,4 em 2014, respectivamente – e de comércio (6,1). Já os equipamentos públicos recebem avaliação mais baixa: aeroportos (6), rodovias (5,4), sinalização urbana (5,3) e serviços de informações turísticas (5,2). Telecomunicações, limpeza urbana e rodoviárias receberam nota 5, cada. O pior conceito foi para segurança, que recebeu nota 3,5 em 2015, a pior de toda a série.







