
A Geração X e os Millennials respondem por 69,6% dos brasileiros que resgatam milhas em programas de fidelidade no país, segundo levantamento da Serasa Experian. O estudo mostra que o uso de milhas está concentrado em consumidores entre 29 e 58 anos, com maior estabilidade financeira, autonomia de compra e forte inserção digital, reforçando o papel desse público no mercado de viagens e serviços associados.
Os dados foram obtidos a partir do Insights Hub, plataforma proprietária da Serasa Experian, e indicam que mais de 21 milhões de brasileiros utilizam milhas atualmente, o equivalente a 13% da população adulta. A Geração X, formada por pessoas entre 44 e 58 anos, lidera com 35,4% dos resgates, seguida pelos Millennials, de 29 a 43 anos, com 34,2%. A Geração Z participa com 4,1% do total.
“Quando observamos o recorte geracional, fica claro que o resgate de milhas está associado a planejamento, estabilidade financeira e uso estratégico do crédito. Geração X e Millennials já incorporaram esse tipo de benefício à rotina de consumo”, afirma Giovana Giroto, CMO e vice-presidente de Marketing Solutions da Serasa Experian.
Milhas revelam público de alta renda e consumo premium

O levantamento aponta que os consumidores que acumulam e resgatam milhas apresentam renda superior à média nacional. Quase quatro em cada dez, o equivalente a 39,1%, possuem renda mensal acima de R$ 10 mil. A maior concentração está na classe B, com 62,3%, seguida pelas classes A, com 17,5%, e C, com 13,4%.
O perfil financeiro se reflete no uso de produtos de crédito. Entre os usuários, 19,9% possuem cartão de crédito premium, percentual significativamente superior ao da população geral, que é de 2,6%. O dado evidencia a relação entre milhas, consumo de maior valor agregado e acesso a benefícios vinculados a viagens e serviços.
O comportamento digital também se destaca. Segundo a Serasa Experian, 98,9% dos consumidores que utilizam milhas realizam compras online, índice bem acima do observado na população geral, de 45,8%. “Estamos falando de um consumidor altamente conectado, que valoriza conveniência e experiências digitais bem estruturadas”, diz Giroto.
Para a executiva, estratégias baseadas apenas no interesse por milhas são limitadas. “Não basta saber que a pessoa resgata milhas; é preciso entender quem ela é, como consome e o que valoriza. Esse nível de leitura permite ações mais eficientes”, afirma.
O estudo foi elaborado com base no Insights Hub, plataforma que reúne dados demográficos, socioeconômicos, comportamentais e financeiros, com uma base de 188,7 milhões de CPFs, seguindo critérios de privacidade, segurança e conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados.







