Agente de viagem ganha novo papel: oferecer personalização e curadoria especializada
Preparo técnico elevam a importância do agente de viagens em um mercado cada vez mais digital (Freepik)

O setor de turismo vive uma transformação acelerada. As plataformas digitais facilitaram a busca, a comparação de preços e a compra de serviços, dando ao consumidor mais autonomia do que nunca. Porém, ao mesmo tempo em que ampliam o acesso à informação, esses canais criam um desafio: o excesso de opções e a dificuldade de identificar o que vale a pena de acordo com cada perfil de turista.

Para a professora Vanessa Althoff, do Senac EAD, esse cenário destaca o papel do agente de viagens “Hoje, o consumidor tem muita informação, mas pouca orientação. E é exatamente aí que o agente se destaca: ajudando a transformar dados soltos em escolhas seguras, personalizadas e coerentes com o objetivo de cada viagem”, afirmou. Assim como outras áreas impactadas pela tecnologia, o turismo vive uma modificação da atuação profissional.

O agente de viagens deixou de ser apenas um intermediário e passou a atuar como consultor, oferecendo curadoria especializada, interpretação de contexto e suporte humano. “O erro é achar que viajar é só comprar hotel e passagem. A experiência envolve planejamento, expectativas, imprevistos e decisões importantes. Quando algo foge do esperado, é o agente que resolve. A plataforma apenas funciona quando tudo está perfeito”, explicou Althoff. Reduzir o papel desse profissional a uma simples busca por preços também é um erro.

Segundo a docente, o agente muitas vezes evita gastos desnecessários, negocia benefícios exclusivos e antecipa detalhes que garantem segurança, especialmente em viagens com crianças, idosos, gestantes e pessoas com deficiência.

Atendimento consultivo na prática

No dia a dia, o agente oferece algo que nenhuma plataforma entrega com a mesma profundidade: personalização real. Ele analisa estilo de vida, orçamento, preferências, limitações e o intuito do consumidor. Assim, monta roteiros únicos, evita escolhas erradas e acompanha o cliente do planejamento ao retorno.

Quando surgem imprevistos, a diferença é ainda mais evidente. Cancelamentos de voos, conexões perdidas, overbooking ou problemas de documentação costumam gerar longas filas de atendimento automático. Já o agente entra em ação, conversa com fornecedores, encontra alternativas e reorganiza toda a viagem.

Tecnologia que potencializa o atendimento

Para Althoff, a tecnologia não substitui o agente, mas sim o ajuda. Ferramentas como CRM, automação, comparadores de tarifas e canais digitais ajudam a personalizar o atendimento, entender o comportamento do cliente e agilizar processos. “Quando combinamos conhecimento humano à tecnologia, entregamos uma consultoria moderna, precisa e próxima do que o turista espera”, destacou.

Redes sociais, WhatsApp Business e e-mail também são aliados para manter relacionamento contínuo, compartilhar conteúdo relevante e reforçar a autoridade profissional. E Para preparar profissionais para esse novo cenário, o Senac EAD oferece cursos voltados à atuação consultiva no turismo, como Consultoria de Viagens: Estratégias de Atendimento e Vendas e Agente de Viagens.

Os cursos combinam teoria e prática com situações reais, permitindo ao estudante desenvolver visão crítica, tomar decisões e atuar com segurança no mercado. A modalidade EAD também garante flexibilidade para quem busca conciliar estudos, trabalho e vida pessoal. As formações são indicadas tanto para quem deseja ingressar na área quanto para profissionais que já atuam no turismo e buscam atualização diante das mudanças digitais.