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Levantamento indica crescimento em 2026 frente a 2025 e recuo discreto na comparação mensal, dentro da sazonalidade esperada (Divulgação/Agência Amigo!)

A ABIH-SP divulgou a 67ª edição da pesquisa de Desempenho da Hotelaria do Estado de São Paulo, referente a janeiro de 2026, apontando comportamento considerado previsível para o período. Os três principais indicadores apresentaram crescimento na comparação anual, enquanto o desempenho frente a dezembro registrou leve retração inferior a 1%.

A taxa de ocupação ficou em 52,01%, queda de 0,15% ante dezembro, mas alta de 1,32% em relação a janeiro de 2025. A diária média chegou a R$ 535,12, recuando 0,77% no mês e avançando 7,48% em um ano. Já o RevPar atingiu R$ 278,32, com baixa mensal de 0,92% e crescimento anual de 8,90%.

Janeiro foi marcado por forte demanda de lazer, como tradicionalmente ocorre no início do ano. Hotéis com esse perfil registraram recorde histórico de ocupação e receita por quarto disponível dentro da série do estudo. Em sentido oposto, empreendimentos voltados ao público corporativo tiveram o terceiro pior resultado desde o início da pesquisa, reflexo de um calendário mais comprimido em 2026.

Mudança de perfil de demanda após o Carnaval e 2026

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(Divulgação)

Segundo a entidade, fevereiro tende a manter a predominância do turismo de lazer até o Carnaval. A partir do término do feriado, a expectativa é de retomada da demanda corporativa entre março e o início de junho, antes do período da Copa do Mundo de 2026. A combinação de eventos esportivos e eleições pode provocar comportamentos atípicos ao longo do ano.

As regiões turísticas de sol e praia, estâncias e hotéis-fazenda apresentaram crescimento nos indicadores de ocupação e diária média, enquanto destinos corporativos registraram desaceleração.

No recorte operacional, a relação funcionários por unidade habitacional ficou em 0,56, mantendo tendência de alta ao longo da série histórica, embora ainda abaixo do nível registrado no início do estudo, em julho de 2020. O setor também continua relatando dificuldade para contratação de mão de obra qualificada, apesar de mudanças legislativas que podem estimular o retorno de profissionais.

A pesquisa contou com respostas de 93 propriedades, representando 338 municípios paulistas e mais de 160 mil leitos analisados. Nos custos operacionais, a relação despesas versus receita teve alta de 6,82% frente a dezembro, reflexo típico de encargos de final de ano, enquanto a média dos últimos 12 meses permaneceu próxima da estabilidade.

Entre as categorias, os hotéis econômicos concentraram a maior participação (48,39%), seguidos pelos midscale (44,09%) e upscale (7,53%). No posicionamento de mercado, o segmento corporativo respondeu por 60,22% dos empreendimentos, enquanto o lazer representou 16,13%.