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Flávio Bolsonaro e Lula vão disputar o segundo turno da eleição para presidente (Foto: Agência Brasil)

Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seguem em disputa no segundo turno da eleição para presidente da República. Os dois candidatos foram os mais votados no primeiro turno, realizado neste domingo (4), segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).Flávio e Lula vão disputar 2º turno para presidente da República: veja as declarações de ambos após o resultadoFlávio e Lula vão disputar 2º turno para presidente da República: veja as declarações de ambos após o resultado Flávio obteve mais de 47% dos votos e Lula mais de 45%.

A eleição presidencial é decidida em segundo turno quando nenhum candidato obtém mais da metade dos votos válidos no primeiro turno. A nova votação está marcada para 25 de outubro. O M&E acompanhou as declarações de dois após a divulgação dos resultados.

Declarações de Flávio Bolsonaro após o resultado:

“Eu estou muito feliz, de verdade, com o resultado que nós tivemos aqui agora. São quase 56 milhões de brasileiros e brasileiras que deram esse voto de confiança para a mudança. A palavra é mudança. O Brasil não aguenta mais, e eu estou muito satisfeito porque muitos institutos de pesquisa davam a gente atrás, enquanto os nossos trackings davam a gente na frente, como aconteceu, com uma chance real de que nós tivéssemos uma vitória no primeiro turno.

Foi por muito pouco, mas eu fiquei muito feliz com a quantidade de brasileiros que foram às urnas para se manifestarem e não se omitiram, porque queriam essa mudança. É o fim da era do PT. Está decretado o fim da era do PT, a mudança no nosso país. A era do PT que só está deixando como legado um recorde de mulheres assassinadas, um recorde de brasileiros endividados, um recorde de altos impostos, o recorde de desesperança, recorde de empresas fechadas.

Eu estou muito feliz com a possibilidade real de, daqui a três semanas, o Brasil possa dar uma resposta definitiva de que quer um governo moderno, quer um governo com menos ministérios, um governo que vai resgatar a democracia, um governo que vai indicar pelo menos quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal que não vão tentar interferir em eleições.

Depois de tudo que o Lula fez, gastando mais de R$ 350 bilhões para tentar vencer as eleições, o que eu tenho para falar é que o Lula está disputando o poder. Ele já disputou sete eleições presidenciais. Sete eleições presidenciais. Ele está preocupado com o poder. Eu estou preocupado com o futuro do Brasil, eu estou disputando o Brasil.

E é assim que eu vou continuar me comportando nessas próximas três semanas, com uma campanha limpa, com alguém que não está preocupado com perpetuação no poder. Eu sou o único candidato que assumiu o compromisso pelo fim da reeleição, porque eu só preciso de um mandato para colocar o brasileiro e a brasileira no centro do meu governo, para que eu possa atacar e resolver os problemas reais do Brasil.

Eu quero a oportunidade de cuidar do Brasil, eu quero a oportunidade de cuidar do povo brasileiro, eu quero a oportunidade de cuidar de você que está me assistindo. E é assim que eu vou fazer, com muita energia, com muita alegria e com muita esperança, porque o Brasil vai vencer. Bora, Brasil!”

Declarações de Lula após o resultado:

“Quero agradecer aos milhões de brasileiros que foram às urnas dar o seu voto para deputado estadual, deputado federal, senadores, governadores e presidente da República. O resultado muitas vezes é inesperado. A gente nunca consegue tudo aquilo que queria. Eu confesso para vocês que estava convencido de que ia ganhar as eleições no primeiro turno. Mas eu também já pensei isso outras vezes. Lembro que pensei que ia ganhar no primeiro turno quando disputei com o Alckmin, mas não ganhei. Lembro que pensei que ia ganhar no primeiro turno quando disputei com o Zé Serra, e também não ganhei. Mas a gente tem o segundo turno, e o segundo turno é a hora da prova dos nove. É a hora de mostrar a verdadeira fotografia do Brasil de hoje e o Brasil que a gente quer. Então, a partir de amanhã, a gente começa uma nova campanha.

Uma campanha em que, entre apenas dois candidatos, a gente vai poder mostrar a diferença entre as propostas que existem para o Brasil. Eu disse outro dia, numa reunião empresarial, que o povo brasileiro não teria dúvida de escolher quem vai ser o candidato a presidente da República que vai ganhar as eleições.

Primeiro, é simples escolher o candidato a presidente e o vice. O Alckmin, com 16 anos de experiência de governar o estado mais rico do país, e eu, com 12 anos de experiência de fazer a melhor política de inclusão social da história desse país. O povo tem que escolher.

E, do outro lado, nós temos apenas incerteza, com a biografia de um passado tenebroso. Não existe nada que possa vislumbrar um horizonte promissor para a sociedade brasileira. Não há biografia do pai, não há biografia do filho e não sabemos se haverá biografia de outros parentes.

É uma biografia tenebrosa, com ligações tenebrosas, com suspeitas gravíssimas, com relação com os milicianos, com relação com o crime organizado, com relação com os assassinatos do Rio de Janeiro. Tudo isso vai ficar claro e também com a participação da criação do Banco Master, que resultou não apenas na maior corrupção desse país, mas também na maior orgia envolvendo políticos e autoridades desse país. Tudo isso vai ficar claro.

Mas mais claro para mim e para o Alckmin é a gente mostrar que Brasil a gente quer construir. A gente vai mostrar o que foi feito e o que a sociedade espera que seja feito. E ninguém mais do que nós pode oferecer à sociedade brasileira um futuro.

Um futuro que passa pelo investimento na educação brasileira. Não há nenhuma possibilidade desse país dar o salto de qualidade para se transformar num país competitivo do ponto de vista internacional, da sua capacidade de produção, da sua capacidade intelectual, da sua capacidade de dar um salto e se transformar numa economia em que a sociedade possa alcançar um estado de bem-estar social.

Eu gostaria de ter vencido as eleições no primeiro turno. Mas não é a primeira vez que eu penso nisso. Eu pensei em 1989, não deu certo; pensei em 1994, em 1998, em 2002, em 2006. E depois a gente pensou em 2010, em 2014, depois eu pensei com o Haddad em 2018, depois eu pensei comigo em 2022, não deu certo. Sabe por que não deu certo? Porque o povo gosta que eu dispute o segundo turno. E eu sou muito bom no mata-mata, no tête-à-tête.

Ainda vamos ver quais são os projetos que o país tem. Uma coisa que eu e o Alckmin vamos fazer é um apelo, porque nós tivemos mais de 20 milhões de pessoas que não compareceram para votar. Nós vamos fazer um apelo para que as pessoas saibam que, nesse momento histórico do Brasil, o voto é necessário para a gente definir o futuro desse país”.