
A movimentação aérea nos Estados Unidos registrou impactos em diferentes regiões na segunda-feira (26). De acordo com o FlightAware, plataforma que acompanha em tempo real informações sobre voos, pelo menos 868 operações com origem ou destino nos EUA estavam atrasadas às 10h25 no horário do leste norte-americano. No mesmo momento, 39 voos haviam sido cancelados no país. No cenário global, o FlightAware contabilizava mais de 9.948 atrasos e 478 cancelamentos no período. Os números, por serem atualizados em tempo real, podem variar ao longo do dia.
A principal causa apontada pelas autoridades para os possíveis impactos nos Estados Unidos era o clima. Em seu relatório diário de tráfego aéreo de 26 de outubro, a Federal Aviation Administration (FAA) alertava para a possibilidade de atrasos provocados por nuvens baixas em aeroportos de Chicago, Denver, Detroit, San Francisco e Seattle. A agência também indicava que ventos poderiam reduzir a capacidade operacional em aeroportos da Flórida.
Atrasos nos EUA têm relação com condições meteorológicas
Entre os aeroportos sob atenção estavam Chicago Midway (MDW) e Chicago O’Hare (ORD), em Illinois; Denver International (DEN), no Colorado; Detroit Metropolitan (DTW), em Michigan; San Francisco International (SFO), na Califórnia; e Seattle-Tacoma International (SEA), em Washington.
Segundo a FAA, a presença de nuvens baixas poderia dificultar as operações nesses aeroportos. Em situações de baixa visibilidade ou teto de nuvens reduzido, o espaçamento entre aeronaves pode ser ampliado e a capacidade de pousos e decolagens pode diminuir, afetando a programação das companhias aéreas.
O plano operacional divulgado pela FAA também previa possíveis medidas de controle de tráfego em Denver e San Francisco. O documento apontava Denver como local sujeito a um eventual programa de atraso ou parada de solo após determinado horário, caso as condições meteorológicas reduzissem a capacidade do aeroporto. San Francisco também aparecia entre os locais onde uma medida semelhante poderia ser adotada.
Em San Francisco, as condições chegaram a provocar medidas operacionais relacionadas ao teto de nuvens. Informações do sistema de controle de tráfego da FAA registravam um programa de gerenciamento de tráfego para voos chegando ao aeroporto em razão do clima e da baixa altura das nuvens.
Além dos aeroportos da costa oeste e do centro do país, a FAA apontava a possibilidade de impactos provocados por ventos em aeroportos da Flórida. Entre os locais mencionados estavam Fort Lauderdale (FLL), Orlando (MCO), Miami (MIA) e Tampa (TPA). O relatório também indicava o aeroporto de Dade-Collier Training and Transition (DJT) entre os locais sujeitos aos efeitos dos ventos.
A agência ainda registrava a possibilidade de tempestades afetarem determinadas rotas e regiões do espaço aéreo norte-americano. O plano operacional de 26 de outubro citava áreas de controle associadas a Nova York, Miami, Dallas-Fort Worth e outras regiões como sujeitas a possíveis restrições relacionadas a tempestades.
O que passageiros devem fazer em caso de atraso ou cancelamento
Diante de alterações na programação, companhias aéreas e especialistas em viagens recomendam que passageiros acompanhem o status do voo diretamente nos canais da empresa. Aplicativos das companhias também podem enviar notificações sobre mudanças de portão, atrasos e cancelamentos.
Em caso de cancelamento, a recomendação é buscar a remarcação o quanto antes. Passageiros com conexão devem considerar o tempo adicional necessário para realizar a transferência em aeroportos de grande movimento, principalmente quando há previsão de impactos meteorológicos.
Também é indicado manter itens essenciais na bagagem de mão durante a viagem. Dessa forma, documentos, medicamentos, carregadores e outros objetos necessários permanecem acessíveis em caso de espera prolongada ou mudança de itinerário.
A especialista em viagens Eryn Gordon, palestrante da TedX sobre viagens éticas e responsáveis, orienta passageiros a encarar uma interrupção como uma questão de planejamento. “Um cancelamento parece caos, mas os viajantes que lidam melhor com isso tratam uma interrupção como um problema de planejamento, e não como uma emergência. Faça uma captura de tela da política de remarcação antes de sair de casa”, afirma.
Gordon também alerta para a decisão de aceitar imediatamente a primeira alternativa apresentada pela companhia aérea. “A armadilha é pensar que velocidade é tudo e pegar o primeiro assento oferecido, quando esse assento pode deixá-lo preso em um aeroporto de conexão durante a noite, enquanto sua bagagem está em outra aeronave”, acrescenta.
*Com informações de NJ.
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