
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai criar um grupo de trabalho para analisar o aumento de casos de violência a bordo de aeronaves em todo o país nos últimos meses, envolvendo uma série de fatores, como infringimento de regras e revolta por conta de voos atrasados ou cancelados. As informações são da Folha de S. Paulo, que informa ainda que expectativa da Anac é que a decisão sobre a adoção de novas regras para reduzir o problema saia até meados de 2023.
De acordo com o portal, uma das possibilidades é a criação de listas de restrição, as famosas blacklists, para os passageiros que causem problemas nos aviões e aeroportos. No entanto, segundo a Anac, como divulgado pela Folha, “muitas rotas aéreas são operadas por apenas uma empresa. Assim, se um passageiro for impedido de voar por aquela companhia, pode alegar que teve seu direito de ir e vir cerceado”.
Há ainda a questão da judicialização, uma “pedra no sapato” das companhias aéreas que operam no Brasil. Elas temem que os clientes que caiam nestas listas de restrição entrem na justiça por ter o direito de “ir e vir” impedido. Como vimos no Fórum Alta de 2019, realizado em Brasília, a judicialização é algo que compromete resultados e aumenta tarifa média da aviação no Brasil.







