
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) informou, na última terça-feira (1), que está atuando junto ao governo de Pernambuco, à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e à Dix Aeroportos, concessionária do terminal, para mitigar os impactos do segundo afundamento de asfalto no Aeroporto de Fernando de Noronha (PE) em menos de uma semana. O novo episódio ocorreu no domingo (29), quando um Boeing 737 MAX-8 da Gol precisou interromper os procedimentos de decolagem após o pavimento do pátio de manobras ceder.
O primeiro incidente semelhante foi registrado no dia 22 de junho, com um Embraer 195-E2 da Azul. Nos dois casos, os aviões estavam em processo de partida e foram afetados por falhas estruturais no solo. Após o episódio mais recente, a Dix acionou os protocolos de emergência e a aeronave foi liberada para seguir viagem após inspeção técnica.
A Abear afirmou que tem colaborado com as autoridades para garantir a segurança das operações e defendeu a urgência na execução das obras de requalificação da área de movimento do aeroporto. “A execução das obras, dentro do prazo estabelecido, é fundamental para a continuidade das operações, cumprindo todos os requisitos de segurança, princípio inegociável para as empresas aéreas brasileiras”, declarou a associação.
A Dix Aeroportos também se manifestou. “A Dix tem feito insistentes alertas à Secretaria Estadual de Mobilidade e Infraestrutura sobre a importância da conclusão das obras de requalificação da área de movimento do Aeroporto de Fernando de Noronha, que inclui as pistas de pouso e decolagem, as pistas de táxi e o pátio de aeronaves”, disse a concessionária.
Segundo a empresa, apenas a faixa central da pista principal foi parcialmente concluída até o momento, permanecendo pendentes as faixas laterais e demais áreas necessárias à operação. “O cumprimento dos cronogramas de obra estabelecidos é de fundamental importância para evitar a ocorrência dos incidentes como o registrado neste domingo”, completou a administradora.
A Anac e o governo de Pernambuco ainda não se manifestaram sobre os próximos passos. As operações seguem impactadas por falhas estruturais que levantam preocupações sobre a segurança na principal porta de entrada aérea do arquipélago.







