Avião (Pixabay/Anestiev)
Transporte aéreo doméstico desacelera nos EUA e pressiona resultado da América do Norte (Pixabay/Anestiev)

A demanda global por transporte aéreo de passageiros cresceu 5% em maio de 2025 na comparação com o mesmo mês de 2024, segundo dados divulgados nesta terça-feira (2) pela IATA (Associação do Transporte Aéreo Internacional). O índice considera os RPKs (passageiros pagantes por quilômetro), enquanto a oferta de assentos (ASKs) também subiu 5%, com taxa de ocupação de 83,4%.

O desempenho foi puxado principalmente pelos voos internacionais, que cresceram 6,7% em relação a maio de 2024. A capacidade internacional aumentou 6,4%, e a taxa de ocupação foi de 83,2%, recorde histórico para o mês. Já os voos domésticos registraram alta de 2,1% na demanda, com expansão de 2,8% na capacidade e ocupação de 83,7%.

“A confiança do consumidor parece estar forte, com reservas antecipadas para o pico da temporada de verão no Hemisfério Norte, o que nos dá motivos para sermos otimistas”, afirmou Willie Walsh, diretor geral da IATA. Ele ponderou, no entanto, que a instabilidade geopolítica, como a vivida no Oriente Médio no fim de junho, segue sendo um desafio para o setor.

Entre as regiões, o maior crescimento foi registrado na Ásia-Pacífico, com alta de 13,3% na demanda e taxa de ocupação de 84%. África (9,5%) e América Latina (8,8%) também apresentaram expansão acima da média. O corredor África-Ásia foi o destaque, com avanço de 15,9%.

Na América do Norte, a demanda aumentou apenas 1,4%. A região foi a única a registrar retração no mercado doméstico, com queda de 1,7% nos Estados Unidos. A redução nas viagens do governo e a desaceleração econômica explicam o resultado, segundo a entidade.

A Europa teve alta de 4,1% na demanda internacional, enquanto o Oriente Médio cresceu 6,2%. A América Latina ampliou a capacidade em 11%, mas viu a taxa de ocupação cair para 83,6%. Já a África registrou a menor taxa de ocupação (74,9%), apesar do segundo maior crescimento em demanda internacional.

No mercado doméstico, todos os países analisados tiveram alta, com exceção dos EUA. A China manteve o ritmo de recuperação iniciado em março, enquanto o Brasil segue em trajetória de crescimento contínuo desde janeiro de 2023.