
Com a chegada das férias escolares e o aumento do fluxo turístico dentro do país, cresce também a exposição a imprevistos, especialmente para quem deixa o seguro viagem de fora do planejamento. Embora amplamente associado a viagens internacionais, o serviço ainda é subestimado em deslocamentos domésticos: segundo levantamento da Real Seguro Viagem, 77% dos brasileiros não contratam seguro ao viajar pelo Brasil.
A ausência dessa proteção pode resultar em prejuízos consideráveis. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apontam que o custo médio de uma emergência médica durante uma viagem dentro do país, sem cobertura, varia entre R$ 1.200 e R$ 5.000, incluindo desde atendimentos simples até internações breves. O valor é significativamente superior ao custo diário de um seguro viagem nacional, que pode variar de R$ 50 a R$ 200 para uma família, dependendo do destino e da cobertura contratada.
Além das questões de saúde, há outros tipos de ocorrências comuns. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) informa que 78% dos casos de extravio de bagagem em voos domésticos ocorrem nos períodos de alta temporada, como as férias de julho. Já o Procon-SP registra que 42% das reclamações feitas por consumidores durante esse período estão ligadas a cancelamentos de hospedagens, passeios e voos.
Segundo especialistas, a contratação de seguro viagem nacional ainda enfrenta resistência por falta de informação e pela falsa impressão de que outros serviços, como planos de saúde ou assistência de cartões de crédito, seriam suficientes para cobrir eventuais emergências.
Confira, abaixo, itens que costumam ser cobertos pelo seguro viagem nacional:
- Atendimento médico e odontológico emergencial;
- Assistência em casos de extravio de bagagem;
- Reembolso por cancelamento da viagem;
- Assistência jurídica;
- Cobertura de despesas farmacêuticas;
- Apoio financeiro em imprevistos diversos.







