
A Air Canada manteve sua frota no chão nesta segunda-feira (18), após os comissários de bordo se recusarem a cumprir uma ordem de retorno ao trabalho determinada pelo Conselho de Relações Trabalhistas do Canadá. A decisão do sindicato cria um impasse raro com o governo, que havia solicitado a medida para encerrar a greve.
O Sindicato Canadense dos Empregados Públicos (Cupe), que representa 10 mil tripulantes, reivindica aumento salarial e pagamento por tarefas em solo, como o embarque de passageiros. Atualmente, os comissários só recebem quando os aviões estão em movimento, prática comum em várias companhias aéreas.
A Air Canada atende em média 130 mil passageiros por dia. A paralisação já provocou atrasos e cancelamentos em aeroportos como o Pearson, em Toronto, onde passageiros relataram incerteza sobre seus voos.
O Cupe classificou a ordem como inconstitucional e convocou a empresa a retomar as negociações. A Air Canada, por sua vez, afirmou que a recusa em cumprir a determinação do conselho trabalhista configura violação ilegal.
Entre as opções do governo estão acionar os tribunais para reforçar a ordem ou propor uma lei específica, que dependeria do apoio de partidos rivais. O parlamento canadense, no entanto, está em recesso até meados de setembro.
Negociações semelhantes ocorrem também nos Estados Unidos. Recentes acordos trabalhistas com a American Airlines e a Alaska Airlines incluíram pagamento aos comissários desde o embarque dos passageiros — cláusula que se tornou central nas discussões com sindicatos.







