
A conectividade aérea internacional para a América Latina e o Caribe mantém trajetória de expansão em 2025. Segundo análise da Mabrian, empresa global de inteligência turística e parte da The Data Appeal Company – Almawave Group, a região registra um aumento de 4,6% nas vagas programadas em voos diretos, o que equivale a 178,4 milhões de assentos.
O levantamento inclui voos internacionais de ida, tanto de curta quanto de longa distância, e evidencia que México, Brasil e Colômbia são os destinos com maior volume de assentos ofertados no ano. Juntos com Panamá, República Dominicana, Argentina, Puerto Rico, Chile, Peru e Costa Rica, esses países concentram 73,4% da capacidade aérea internacional para a região.
EUA seguem na liderança dos mercados emissores
Entre os mercados de longa distância, os Estados Unidos seguem sendo o principal emissor para a América Latina e o Caribe, com 71,75 milhões de assentos, equivalentes a 40,2% do total. O volume representa um aumento de 2% em relação a 2024. Na sequência aparecem Canadá (8,5 milhões, +0,7%), Espanha (7,2 milhões, +5,3%) e França (3,68 milhões, +4%). Já o Reino Unido, quinto colocado, registra queda de 5%, totalizando 2,26 milhões de assentos.
Mais oferta também nos voos intrarregionais
Além da expansão dos mercados de longa distância, a região registra forte crescimento em voos intrarregionais. Países como Brasil (+16,6%), Argentina (+14%) e Colômbia (+13%) ampliaram consideravelmente sua capacidade de assentos para conexões dentro da América Latina e Caribe.
“Se trata de um indicador muito positivo que pode contribuir para incrementar o turismo entre os países da região, através de maior mobilidade aérea e competitividade nos preços dos voos”, explica Carlos Cendra, sócio e diretor de Marketing e Comunicação da Mabrian.
México, Brasil e Colômbia puxam a expansão
O México lidera o ranking regional em 2025, com 36,3 milhões de assentos em voos internacionais, um crescimento de 1,5% sobre o ano anterior. O Brasil aparece em segundo lugar, com 17 milhões de assentos e expressivo avanço de 13,2%. A Colômbia completa o pódio, com 14,9 milhões (+9,7%).
Na sequência, aparecem Panamá (13,1 milhões, +6,5%) e República Dominicana (12 milhões, +5%). Argentina também se destaca pela expansão, somando 8,8 milhões de assentos e crescimento de 11,7%. Outros destinos em ascensão são Costa Rica (+7,7%), El Salvador (+5,6%), Guatemala (+4,3%) e Honduras (+9,3%).
Em contraste, alguns países enfrentam retração ou estagnação. O Uruguai terá 1,37 milhão de assentos em 2025, queda de 1,1% em relação ao ano anterior. O Equador, com 3 milhões de assentos, apresenta leve alta de 0,5%.
Impacto para o turismo regional
Segundo Cendra, a consolidação das redes de conectividade internacional desde 2021 é um fator essencial para fortalecer o turismo latino-americano. “A demanda continental é crucial para o desenvolvimento da oferta durante todo o ano e para diversificar mercados. Além disso, os aumentos desde mercados tradicionais e grandes hubs de conectividade, como Estados Unidos, Espanha ou França, são determinantes para impulsionar a chegada de turistas de destinos ainda mais distantes”, destaca.
A análise da Mabrian foi divulgada às vésperas da Feira Internacional de Turismo da América Latina (FIT) 2025, em Buenos Aires, onde a empresa participará do espaço FIT TECH, voltado à inovação e tecnologia no setor.







