
O Brasil virou prioridade real na rota estratégica da Lufthansa. Em visita ao país, Carsten Spohr, CEO do Grupo, reforçou que o mercado brasileiro deixou de ser apenas relevante e passou a ocupar espaço central na projeção de crescimento da aérea. “O Brasil é um dos nossos mercados mais importantes na América Latina e sua relevância está aumentando”, afirmou o executivo, em encontro com jornalistas.
A Lufthansa quer crescer no Brasil, mas esbarra na limitação mundial de aeronaves. O executivo explicou que novos destinos só serão considerados quando houver capacidade real de frota. “Dirk Janzen e eu visitaremos Fortaleza para avaliar o potencial do mercado. Recife, em Pernambuco, é outro destino onde nunca estivemos”, disse. “A expansão não estará no foco dos próximos um ou dois anos justamente por causa da falta de aeronaves. Todos sabemos que o setor aéreo enfrenta dificuldade com a frota. Para abrir um novo destino, eu preciso de um avião novo, não posso retirar de outra rota.”
Por isso, a previsão mais realista é 2027. “Temos que analisar a situação com mais atenção”, completou.
Ao tratar de conectividade, o executivo destacou que o foco do grupo permanece na eficiência dos grandes hubs globais. Ele afirmou que a estratégia da companhia é ampliar opções a partir de Frankfurt, Munique, Zurique e Roma, conectando o Brasil a uma malha internacional cada vez mais robusta. E reforçou que a expansão para novos destinos brasileiros só será possível com a chegada de novas aeronaves. “Para abrir uma nova rota, eu preciso de um avião novo”, disse.

Outro ponto de destaque no discurso foi o entusiasmo com a indústria aeronáutica brasileira. Ele confirmou que deve visitar breve a Embraer para conhecer novos desenvolvimentos. “Vamos à Embraer para conhecer as últimas evoluções”, disse. Para o executivo, a fabricante brasileira ocupa um papel essencial no equilíbrio competitivo da aviação mundial. “É muito positivo termos um terceiro competidor. Um competidor brasileiro. Isso cria talvez uma corrida mais intensa por inovação e qualidade do que vemos hoje.”
Mesmo com limitações globais de frota, o CEO garantiu que a Lufthansa continuará ampliando a presença no país. São Paulo e Rio seguem como mercados prioritários, e novos incrementos virão à medida que a renovação de aeronaves avançar ao longo dos próximos anos.
Ao final, Spohr resumiu a posição atual do grupo: o Brasil está claramente em ascensão dentro das prioridades. “O potencial é enorme e vamos continuar construindo em cima disso.”







