Taxa de embarqueCongonhas opera normalmente enquanto Guarulhos enfrenta redirecionamentos por segurança (Divulgação/GRU)
O reajuste anterior no aeroporto de Guarulhos havia sido aplicado em julho de 2025 (Divulgação/GRU)

Desde 15 de janeiro, passageiros que embarcam em voos internacionais pelo aeroporto de Guarulhos (GRU), em São Paulo, passaram a pagar mais caro na taxa de embarque, após reajuste autorizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e publicado um mês antes, em 15 de dezembro de 2025, no Diário Oficial da União.

O novo teto tarifário elevou a taxa de embarque internacional de R$ 59,54 para R$ 64,56, aumento de 8,43%. A tarifa aplicada aos voos nacionais permanece inalterada em R$ 33,64. Os valores correspondem ao limite máximo que pode ser cobrado pela concessionária GRU Airport, responsável pela administração do terminal.

De acordo com a Anac, o reajuste está previsto nos contratos de concessão como mecanismo de atualização monetária e tem como objetivo preservar o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos firmados com os operadores aeroportuários.

Na prática, a taxa de embarque é repassada ao consumidor pelas companhias aéreas no momento da compra da passagem. O reajuste anterior no aeroporto de Guarulhos havia sido aplicado em julho de 2025.

Taxa de embarque em outros aeroportos

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Os reajustes foram calculados com base na inflação acumulada entre novembro de 2024 e novembro de 2025 (Divulgação/Jonilton Lima/MPor)

Em dezembro, a Anac também divulgou os novos limites de receita e tetos tarifários aplicáveis a 20 aeroportos brasileiros ao longo de 2026. As portarias foram publicadas no Diário Oficial da União entre 18 e 23 de dezembro de 2025 e abrangem aeroportos concedidos em blocos e terminais individuais, como Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte.

Os reajustes foram calculados com base na inflação acumulada entre novembro de 2024 e novembro de 2025, medida pelo IPCA, conforme as fórmulas previstas nos contratos de concessão. As variações entre os percentuais aplicados decorrem dos Fatores Q e X, que consideram indicadores de qualidade dos serviços prestados e ganhos de produtividade dos aeroportos.

A agência reguladora esclarece que não define diretamente tarifas como embarque, pouso ou conexão. O parâmetro regulatório adotado é a Receita Teto por Passageiro, que representa o valor máximo que o operador aeroportuário pode arrecadar por passageiro com o conjunto de tarifas, sem equivaler necessariamente ao valor individual pago na taxa de embarque.

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A Anac afirma que o procedimento segue recomendações da Organização da Aviação Civil Internacional (Banco de imagens/Freepik)

Entre os aeroportos incluídos nos ajustes estão terminais de diversas regiões do país, como Recife, Maceió, João Pessoa e Aracaju, no Nordeste; Cuiabá, no Centro-Oeste; Vitória, no Sudeste; Manaus, no Norte; além de Curitiba, Foz do Iguaçu, Londrina, Navegantes, Belém, Congonhas, Campo Grande, Uberlândia, Goiânia, São Luís e Teresina. Em Congonhas, o teto tarifário foi reajustado em cerca de 1,2331%, enquanto em outros aeroportos os aumentos superaram 4%.

Algumas portarias também autorizaram reajustes de parcelas extraordinárias de receitas em aeroportos como Recife, Maceió, João Pessoa, Aracaju, Vitória e Santos Dumont, com o objetivo de manter o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos diante de situações excepcionais.

Os novos tetos tarifários estão em vigor desde 1º de janeiro, mas a aplicação efetiva dos aumentos depende de consultas prévias com companhias aéreas e usuários. A Anac afirma que o procedimento segue recomendações da Organização da Aviação Civil Internacional e busca dar maior transparência ao processo de definição das tarifas aeroportuárias.