
O Ministério do Turismo prorrogou até o dia 15 de março o prazo para participação na Pesquisa Nacional sobre Turismo Acessível para Pessoas Neurodivergentes. A iniciativa é realizada em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Projeto Mais Acesso. O objetivo é ampliar a visibilidade do tema e reunir informações estratégicas para o setor.
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Os dados coletados servirão de base para a elaboração de um Guia de Boas Práticas voltado ao atendimento turístico inclusivo.
A pesquisa busca compreender a vivência de pessoas neurodivergentes e de seus familiares durante viagens.
Serão analisadas diferentes etapas da experiência turística, como transporte, hospedagem e alimentação. Também entram no levantamento atividades de lazer, eventos e visitação a atrativos naturais e culturais.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, democratizar o turismo é assegurar dignidade, autonomia e segurança a todos. Segundo ele, ouvir quem vive a neurodivergência é fundamental para a construção de políticas públicas mais eficazes. A proposta é tornar o setor mais acessível, humano e inclusivo em todo o país. Os resultados deverão contribuir para o aprimoramento das políticas públicas nacionais.
A pesquisa também pretende qualificar serviços oferecidos por hotéis, pousadas, bares e restaurantes. Além de identificar demandas sensoriais, comunicacionais e comportamentais, o levantamento busca também mapear boas práticas de acolhimento já adotadas no setor, como a capacitação de equipes, a criação de espaços mais tranquilos, a sinalização acessível e a adaptação de atividades às necessidades dos visitantes. Por esse motivo, o público-alvo inclui não apenas pessoas neurodivergentes e seus familiares, mas também profissionais do turismo (guias, agências, receptivos), gestores públicos, empreendedores, pesquisadores e estudantes da área. Outro foco é fortalecer a acessibilidade de forma estruturada no turismo brasileiro.
O levantamento ainda busca mapear boas práticas já adotadas no mercado. Entre elas estão capacitação de equipes, criação de espaços tranquilos e sinalização acessível. A adaptação de atividades às necessidades dos visitantes também integra o estudo.
Além de pessoas neurodivergentes e familiares, podem participar profissionais do turismo, gestores, empreendedores, pesquisadores e estudantes.
Durante o período da pesquisa, conteúdos educativos serão divulgados no Instagram do projeto parceiro.
O Ministério do Turismo já mantém outras ações voltadas à inclusão, como o livro “Turismo com Acessibilidade: perfil do turista com deficiência e diretrizes para promoção da acessibilidade”, desenvolvido com a UEA. A publicação reúne dados e orientações para promover experiências mais acolhedoras e inclusivas no Brasil.







