
A União Europeia elevou o tom das cobranças à FIFA em relação à segurança da Copa do Mundo de 2026, que será realizada de forma conjunta por Estados Unidos, México e Canadá. A preocupação central do bloco é a proteção dos torcedores europeus que devem viajar para o torneio, considerado o maior da história da competição, com a participação de 48 seleções.
Em entrevista ao Politico, o comissário europeu para o Esporte, Glenn Micallef, fez críticas diretas à condução do presidente da FIFA, Gianni Infantino, e apontou falta de respostas concretas às demandas apresentadas por Bruxelas. Segundo ele, há necessidade de maior rigor na gestão da segurança, diante do atual cenário internacional.
Micallef afirmou que se reuniu com Infantino na capital belga para solicitar garantias formais sobre a proteção dos fãs europeus, mas não obteve retorno. Diante disso, a União Europeia voltou a insistir na adoção de medidas mais claras e efetivas para assegurar a ordem pública durante o evento.
A preocupação do bloco se intensifica em meio ao contexto geopolítico atual, especialmente pelo envolvimento recente dos Estados Unidos em conflitos internacionais, o que pode impactar a percepção de segurança dos viajantes. Além disso, a atuação de agentes de imigração norte-americanos no esquema de controle durante o torneio também é vista com cautela por autoridades europeias.
Outro ponto sensível envolve o México, que sediará parte dos jogos e enfrenta desafios internos de segurança em algumas regiões. Para a União Europeia, esses fatores reforçam a necessidade de um planejamento detalhado e transparente por parte da FIFA.
Além das questões operacionais, o comissário europeu também criticou a aproximação da entidade máxima do futebol com iniciativas de caráter político. Ele mencionou ainda a preocupação com uma eventual reintegração da Rússia às competições internacionais, tema que segue sensível no cenário esportivo global.
FIFA responde aos questionamentos
Em resposta, a FIFA afirmou que a segurança é uma prioridade para a organização da Copa do Mundo de 2026, mas reconheceu a necessidade de ampliar a clareza na comunicação sobre as medidas que serão adotadas. A entidade não detalhou, no entanto, quais ações adicionais poderão ser implementadas para atender às exigências europeias.
O torneio de 2026 será o primeiro com três países-sede e também o maior já realizado, o que amplia os desafios logísticos e de coordenação entre diferentes autoridades nacionais. A expectativa é que milhões de torcedores circulem entre as cidades anfitriãs, o que torna o tema da segurança um dos pontos centrais da organização.







