
O Ministério do Turismo deu o pontapé inicial para a 10ª edição do Salão do Turismo, que acontece entre os dias 7 e 9 de maio, em Fortaleza. Em uma reunião virtual com secretarias estaduais, o governo começou a alinhar os detalhes do evento, que chega com a missão de fortalecer o setor e ampliar a visibilidade dos destinos brasileiros.
O encontro reuniu representantes de diferentes regiões do país, de estados como São Paulo, Bahia, Amazonas e Rio de Janeiro, mostrando que a ideia é construir uma participação coletiva. Mais do que um evento institucional, o Salão tenta se posicionar como um espaço prático, onde negócios acontecem e destinos ganham projeção.
Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a ideia é transformar o evento em uma vitrine ainda mais eficiente. “O Salão do Turismo é a grande vitrine do nosso país e chega à sua 10ª edição ainda mais estruturado para conectar destinos, atrair visitantes e impulsionar negócios”, afirmou.
Estrutura maior e foco em experiência
A edição de 2026 do Salão do Turismo chega com números que chamam atenção. Serão cerca de 19 mil metros quadrados no Centro de Eventos do Ceará, com estandes padronizados para todos os estados e espaços voltados para apresentações culturais e ativações abertas ao público.
A ideia é simples, mas estratégica: não basta mostrar o destino, é preciso fazer o visitante sentir um pouco da experiência. Isso passa por gastronomia, cultura local e interação direta com o público.
Além disso, o evento também abre espaço para pequenos produtores. Com apoio do Sebrae, artesãos terão a oportunidade de expor e vender seus produtos, o que ajuda a descentralizar os ganhos do turismo e colocar mais gente dentro da cadeia.
O que muda nesta edição do Salão do Turismo
O Salão do Turismo chega mais segmentado. Ao todo, serão oito áreas temáticas, pensadas para organizar melhor o fluxo e criar experiências mais direcionadas.
Entre os destaques estão os espaços voltados ao Fungetur, que financia projetos turísticos, as rodadas de negócios e áreas dedicadas a temas como inclusão e diversidade. Também está prevista a reunião do Conselho Nacional de Turismo, que costuma reunir as principais lideranças do setor.
Outro ponto importante é o Núcleo do Conhecimento, com palestras e debates. A proposta aqui é discutir tendências e caminhos para o turismo brasileiro, especialmente em um momento em que o setor tenta se reposicionar e crescer de forma mais sustentável.
Turismo como motor econômico
A movimentação em torno do evento reforça um discurso que vem ganhando força nos últimos anos: o turismo como ferramenta de desenvolvimento econômico.
Não é só sobre viajar. Eventos desse porte mexem com hotelaria, transporte, alimentação e serviços. E quando bem estruturados, deixam um legado que vai além dos três dias de programação. Isso inclui visibilidade para destinos menos conhecidos, geração de emprego temporário e até novas parcerias que continuam depois que o evento termina.
A escolha de Fortaleza para sediar o Salão do Turismo também não é por acaso. A cidade vem se consolidando como um dos principais polos turísticos do Nordeste e ganha ainda mais visibilidade ao sediar um evento nacional desse porte. Além disso, reforça a capacidade da região de receber grandes encontros e amplia o interesse de novos visitantes.
Expectativa do setor
Nos bastidores, a expectativa é de um Salão mais prático e menos institucional. A ideia é que estados consigam vender melhor seus destinos e que empresas encontrem oportunidades reais de negócio, com menos discurso e mais ação.
O secretário nacional de Políticas de Turismo, Augusto Rocha, reforçou esse papel durante a reunião ao destacar o evento como um espaço de troca e integração. A leitura entre profissionais do setor é de que, se bem executado, o encontro pode gerar resultados concretos já no curto prazo, principalmente em um momento de retomada e disputa por turistas dentro do próprio Brasil.







