Cocal
Júlio César Bojórquez, presidente da Cocal (Beatriz do Vale/M&E)

FORTALEZA – Os congressos do futuro precisam deixar de ser apenas encontros realizados dentro de centros de convenções para se tornarem experiências integradas aos destinos. Essa é a avaliação do presidente da Associação da Indústria de Eventos da América Latina (Cocal), Júlio César Bojórquez, que defendeu um novo modelo para o setor durante entrevista ao Mercado & Eventos, em Fortaleza, onde acontece a 42ª edição do congresso.

Segundo ele, a transformação passa por utilizar a cidade como parte da programação, aproximando os participantes da cultura, da gastronomia e dos atrativos locais, sem abrir mão do conteúdo técnico.

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Cocal aposta em experiências além dos centros de convenções

“Os congressos têm que se tornar experiências. Não podem ser apenas espaços dentro de um centro de convenções. O conteúdo continua sendo realizado nesses locais, mas é preciso levar as pessoas para viverem o destino, conhecerem a praia, a gastronomia, os mercados, a cultura e criarem conexões que vão além das salas de reunião”, afirmou.

Como exemplo, Bojórquez destacou a própria programação do Cocal 2026, cuja abertura foi realizada no Beach Park, enquanto os demais painéis acontecem no Centro de Eventos do Ceará. Segundo ele, a proposta é mostrar que o próprio destino pode fazer parte da experiência dos participantes.

“A presencialidade continua sendo muito importante, mas precisa estar combinada com tecnologia, natureza e experiências. Esse é o futuro da indústria de eventos”, disse.

Outro ponto defendido pelo presidente da Cocal é que os congressos também podem ampliar o impacto econômico nas cidades-sede ao incentivar que os participantes consumam serviços locais.

“Não basta organizar todas as atividades. Também é importante que os participantes circulem pela cidade, frequentem restaurantes, conheçam os atrativos e deixem recursos no destino que os recebe”, ressaltou.

Brasil ganha protagonismo na indústria latino-americana de eventos

Ao comentar o retorno do congresso ao Brasil após 11 anos, Bojórquez afirmou que a edição de Fortaleza representa um novo momento de integração entre os países latino-americanos e reforçou a importância do Brasil para a indústria de eventos.

“O Brasil não é um continente dentro de outro continente. O Brasil faz parte da América Latina. Precisamos derrubar as barreiras linguísticas. Quem quer fazer negócios no Brasil precisa respeitar a cultura brasileira e aprender português, assim como os brasileiros também devem se aproximar do espanhol”, afirmou.

Para ele, o principal legado do Cocal 2026 será ampliar a visibilidade internacional do Brasil como destino para eventos.

“Nos próximos meses, o Brasil estará no centro das conversas da indústria de reuniões. O congresso vai continuar promovendo Fortaleza e o país por meio de uma forte campanha digital, ampliando essa exposição muito além dos dias do evento”, concluiu.

*O M&E viaja com proteção GTA