
A rede hoteleira espanhola Meliá encerrará nesta sexta-feira (24) todas as suas operações em Cuba, onde chegou a administrar 34 hotéis cinco estrelas. Em comunicado, a empresa atribuiu a decisão às “significativas dificuldades operacionais, legais, econômicas e financeiras” que afetam o ambiente de negócios no país. A saída ocorre após o endurecimento das sanções dos Estados Unidos ao setor de turismo cubano.
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No último dia 13 de julho, o governo norte-americano incluiu o Ministério do Turismo de Cuba na lista de entidades sancionadas. O órgão era parceiro de mais de uma dezena de hotéis ainda administrados pela Meliá na ilha.
Em maio, a empresa já havia suspendido a gestão de 15 hotéis operados por meio de um acordo com uma agência de turismo vinculada ao Grupo de Administração Empresarial S.A. (Gaesa), conglomerado empresarial controlado pelos militares cubanos e também alvo de sanções dos Estados Unidos.
Meliá em Cuba

A Meliá foi uma das principais redes internacionais presentes em Cuba após a abertura do turismo estrangeiro na década de 1990, na sequência do colapso da União Soviética. Ao longo desse período, concentrou seus empreendimentos principalmente em Havana, no balneário de Varadero e nos principais cayos da ilha.
As sanções dos Estados Unidos contra empresas que mantêm negócios em Cuba incluem o congelamento de ativos e contas no país, impedindo o acesso ao mercado financeiro norte-americano. As medidas também preveem restrições de viagem para acionistas, investidores e funcionários das empresas atingidas.







