United Airlines
Companhia quer aumentar presença no JFK e prepara nova rodada de destinos internacionais, reforçando estratégia global (Divulgação/United Airlines)

A United Airlines prepara uma nova rodada de expansão internacional enquanto busca aumentar sua presença em Nova York. A companhia pretende ampliar a operação no Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK), onde planeja voltar a voar a partir de 2027 por meio da parceria com a JetBlue Airways, e deve anunciar novos destinos internacionais nesta semana.

Os planos foram detalhados pelo CEO Scott Kirby em entrevista à CNBC. Segundo o executivo, a companhia já procura alternativas para aumentar sua presença no aeroporto além da operação inicialmente prevista. Uma das possibilidades é adquirir slots de empresas que não estejam conseguindo operar voos lucrativos no JFK.

“Temos várias frentes em andamento para encontrar maneiras de fazer isso”, afirmou Kirby.

United quer mais espaço no JFK

A volta ao JFK acontece depois de a United deixar o aeroporto em 2022. A companhia mantém uma operação importante na região de Nova York pelo Aeroporto Internacional Newark Liberty, em Nova Jersey, mas pretende voltar a disputar espaço também no principal aeroporto internacional da cidade.

A parceria com a JetBlue permitirá o retorno ao terminal a partir de 2027. A United, no entanto, já avalia como ampliar a quantidade de voos. A compra de slots aparece como uma das alternativas diante da limitação de capacidade do aeroporto e da dificuldade de conseguir novos horários para pousos e decolagens.

A expansão no JFK também abre espaço para o crescimento da operação internacional da companhia em Nova York, um dos principais mercados de viagens aéreas dos Estados Unidos.

Novas rotas serão anunciadas

Ao mesmo tempo em que trabalha para ampliar a presença no aeroporto, a United se prepara para divulgar uma nova lista de destinos internacionais. O anúncio deve ocorrer nesta semana e dará continuidade à expansão da malha que a companhia vem promovendo nos últimos anos.

A empresa ganhou atenção por incluir destinos pouco tradicionais entre as grandes aéreas americanas. Nos últimos anos, por exemplo, colocou Ulan Bator, na Mongólia, e Bilbao, na Espanha, em sua rede internacional.

A United já lidera entre as companhias aéreas dos Estados Unidos em voos internacionais e pretende ampliar ainda mais essa operação. A estratégia inclui tanto a abertura de novas rotas quanto o aumento da capacidade disponível para atender os mercados que apresentam maior demanda.

Frota também vai crescer

Para sustentar a expansão, a companhia prevê incorporar mais de 250 aeronaves à frota até abril de 2028. Entre os modelos estão aviões de fuselagem larga e o Airbus A321XLR, que poderá ser utilizado em novas ligações de longa distância.

A chegada dos novos aviões deve ampliar as possibilidades de operação da United, especialmente em mercados nos quais a demanda não justificaria o uso de aeronaves maiores. A companhia poderá, assim, testar novas rotas internacionais e aumentar a frequência em mercados já atendidos.

Além da Europa e da Ásia, Kirby também apontou oportunidades no Pacífico e na América do Sul. Ao falar sobre a América do Sul e o sudeste dos Estados Unidos, o executivo afirmou: “Esses são dois lugares que são lacunas para a United e que são difíceis de corrigir de forma independente”.

Disputa por mercados internacionais

A expansão da United acontece em meio a uma disputa cada vez maior entre as principais companhias aéreas americanas pelo mercado internacional. A Delta, que atualmente supera a United em lucratividade, também vem ampliando sua presença no Pacífico, região na qual a concorrente historicamente possui forte atuação.

Kirby, por sua vez, mantém a aposta no crescimento da rede internacional da United. A companhia utiliza a expansão de destinos também para fortalecer seus programas de fidelidade e os cartões de crédito associados a recompensas de viagem.

O executivo também já defendeu uma consolidação maior do setor e chegou a discutir possíveis combinações da United com a Delta e a American Airlines. As duas companhias, porém, rejeitaram as propostas. Segundo informações do The Wall Street Journal, Kirby procurou a Delta para tratar de uma possível operação, mas não houve avanço. A American também rejeitou publicamente uma proposta de fusão.

Enquanto as negociações não avançam, a United segue ampliando a própria operação. O retorno ao JFK, a busca por mais slots e a abertura de novas rotas internacionais devem marcar a próxima etapa de crescimento da companhia. A expectativa agora está voltada para os novos destinos que serão anunciados nesta semana.