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Apple apresentou iPhone 18 Pro, 18 Pro Max e seu primeiro modelo dobrável (Divulgação Apple/Edição M&E)

A Apple apresentou, na última quarta-feira (9), sua nova geração de smartphones, formada pelo iPhone 18 Pro, iPhone 18 Pro Max e pelo iPhone Duo, primeiro aparelho dobrável da marca. Os modelos chegam ao mercado brasileiro com preços entre R$ 11.999 e R$ 30.999, enquanto, nos Estados Unidos, partem de US$ 1.199 e chegam a US$ 3.199, conforme a configuração.

Os iPhones 18 Pro e 18 Pro Max entram em pré-venda neste sábado (12) e chegam às lojas em 18 de setembro, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. O Duo terá calendário posterior: a pré-venda começa em 16 de outubro e as vendas em 23 de outubro.

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Iphone Duo é o modelo mais ousado da fabricante e o mais caro atualmente (Divulgação Apple/Edição M&E)

Na comparação com a geração anterior, o reajuste dos modelos Pro foi de R$ 500 no Brasil. O iPhone 17 Pro havia sido lançado por R$ 11.499 e o Pro Max, por R$ 12.499; agora, os valores iniciais passam para R$ 11.999 e R$ 12.999, respectivamente. Nos Estados Unidos, os preços subiram US$ 100, de US$ 1.099 para US$ 1.199 no Pro e de US$ 1.199 para US$ 1.299 no Pro Max.

O maior salto, porém, não está apenas no preço. O Duo inaugura uma nova categoria dentro da linha da Apple, com tela dobrável e valor inicial de R$ 21.999 no Brasil e US$ 1.999 nos Estados Unidos. Na versão de 2 TB, chega a R$ 30.999 no mercado brasileiro e US$ 3.199 no norte-americano.

Quanto custam no Brasil e nos Estados Unidos

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Preços mostrados no site da fabricante no Brasil (Reprodução do site)

Considerando a cotação de aproximadamente R$ 5,08 por dólar nesta sexta-feira (11), o iPhone 18 Pro de 256 GB, vendido por US$ 1.199 nos Estados Unidos, corresponde a cerca de R$ 6,1 mil em conversão direta. No Brasil, o mesmo modelo parte de R$ 11.999, diferença próxima de R$ 5,9 mil.

No iPhone 18 Pro Max, o preço inicial de US$ 1.299 corresponde a aproximadamente R$ 6,6 mil, ante R$ 12.999 no Brasil. A diferença supera R$ 6,4 mil. Já o iPhone Duo de 256 GB, anunciado por US$ 1.999, equivale a cerca de R$ 10,2 mil pela mesma cotação. No mercado brasileiro, o modelo começa em R$ 21.999, diferença próxima de R$ 11,8 mil.

Os valores norte-americanos são preços de tabela e não incluem o sales tax, imposto cobrado no momento da compra e cuja alíquota varia conforme o estado e, em alguns casos, o condado ou município. Na Flórida, um dos principais destinos de brasileiros nos Estados Unidos, a alíquota estadual é de 6%, acrescida de eventual sobretaxa local.

O que muda nos novos iPhones

(Divulgação Apple/Edição M&E)
Novas cores para os modelos Pro e Pro Max (Divulgação Apple/Edição M&E)

O iPhone 18 Pro e o Pro Max são equipados com o novo chip A20 Pro, produzido em processo de 2 nanômetros, e receberam mudanças concentradas em desempenho, câmeras, bateria e recursos de inteligência artificial. A Apple também adotou uma nova geração de câmara de vapor para controle térmico e ampliou a largura de banda da memória.

Os aparelhos mantêm telas OLED Super Retina XDR de 6,3 polegadas no Pro e 6,9 polegadas no Pro Max, com taxa de atualização de até 120 Hz e brilho máximo de 3 mil nits. O armazenamento agora vai de 256 GB a 2 TB nos dois modelos.

Na fotografia, a principal novidade está na câmera Fusion de 48 MP com abertura variável, que permite maior controle sobre entrada de luz e profundidade de campo. A linha também reúne três câmeras traseiras de 48 MP e câmera frontal de 18 MP, além de novos controles voltados a fotografia e vídeo. O Pro Max recebe ainda bateria maior e alcança até 43 horas de reprodução de vídeo, segundo a Apple.

(Divulgação Apple/Edição M&E)
Iphone Duo transita entre o tamanho de um telefone comum e de um mini Ipad (Divulgação Apple/Edição M&E)

O iPhone Duo concentra a principal mudança de formato da geração. Primeiro dobrável da Apple, traz uma tela externa de 5,4 polegadas e outra interna de 7,6 polegadas. Aberto, oferece uma área de visualização 50% maior que a do iPhone 18 Pro Max, segundo a fabricante, além de suporte previsto ao Apple Pencil com USB-C.

O modelo utiliza o mesmo A20 Pro da linha Pro, tem estrutura de titânio, Touch ID integrado ao botão lateral e duas câmeras traseiras de 48 MP. Diferentemente dos iPhones Pro, não utiliza Face ID e não conta com câmera teleobjetiva dedicada. Também funciona exclusivamente com eSIM.

Atualização nos acessórios da Apple

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Novos relógios e os AirPods 5 estão entre as novidades da Apple para 2026 (Divulgação Apple/Edição M&E)

Além dos novos iPhones, a Apple apresentou o Apple Watch Series 12, o Apple Watch Ultra 4 e os AirPods 5, todos com chegada às lojas em 18 de setembro.

O Apple Watch Series 12 parte de R$ 5.499 no Brasil e US$ 399 nos Estados Unidos, cerca de R$ 2 mil na conversão pela cotação de R$ 5,08. Entre as novidades estão o chip S11, medições de frequência cardíaca a cada cinco segundos e o recurso Prontidão, que combina dados de atividade física, sinais vitais e sono. A bateria chega a 24 horas, com até 12 horas adicionais após 15 minutos de recarga.

Já o Apple Watch Ultra 4 custa a partir de R$ 10.499 no Brasil e US$ 799 nos Estados Unidos, aproximadamente R$ 4,1 mil. O modelo também utiliza o chip S11 e o novo sistema de monitoramento de saúde, mas amplia a autonomia para até 50 horas no uso diário e 84 horas no Modo Pouca Energia. Em atividades ao ar livre, pode registrar treinos por até 45 horas com GPS ativo.

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O Apple Watch Ultra 4 custa a partir de R$ 10.499 no Brasil (Divulgação Apple/Edição M&E)

Os AirPods 5 chegam ao Brasil por R$ 1.499, ante US$ 129 nos Estados Unidos, cerca de R$ 655. Os fones ganharam nova arquitetura acústica e cancelamento ativo de ruído até 50% mais eficiente que o da geração anterior, segundo a Apple. Para viagens, o principal recurso é a Tradução ao Vivo, que permite ouvir conversas em outro idioma quando os fones estão conectados a um iPhone compatível com a Apple Intelligence.

A versão dos AirPods 5 com Estojo de Recarga Sem Fio custa R$ 1.699 no Brasil e US$ 149 nos Estados Unidos, aproximadamente R$ 757. Além da recarga sem fio, inclui controle de volume pela haste e oferece até cinco horas de reprodução com cancelamento de ruído, chegando a 22 horas com o estojo.

E na volta ao Brasil?

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Para bens tributáveis trazidos por via aérea ou marítima, a cota de isenção é de US$ 1 mil (Divulgação/Inframerica)

A comparação de preços não termina no caixa da Apple. Para quem pretende comprar um iPhone durante uma viagem aos Estados Unidos, a tributação na entrada no Brasil depende da forma como o aparelho é trazido.

A Receita Federal considera como bem de caráter pessoal um único telefone celular usado pelo viajante. Isso significa que uma pessoa que compra um aparelho durante a viagem, coloca o equipamento em uso e retorna ao País tendo aquele como seu único celular pode ingressar com o produto sem recolhimento de imposto, independentemente do preço.

A regra muda se o passageiro saiu do Brasil com um celular e retorna também com o novo aparelho. Nesse caso, mesmo que o equipamento recém-comprado tenha sido utilizado no exterior, ele não é automaticamente considerado bem de uso pessoal, salvo situações específicas, como a comprovação de defeito no aparelho levado originalmente.

Para bens tributáveis trazidos por via aérea ou marítima, a cota de isenção é de US$ 1 mil. Sobre o valor que ultrapassar esse limite, a Receita aplica Imposto de Importação de 50%.

Em uma simulação sem considerar outros produtos adquiridos durante a viagem, um iPhone 18 Pro de US$ 1.199 teria US$ 199 acima da cota, o que resultaria em imposto de US$ 99,50. No Pro Max de US$ 1.299, seriam US$ 149,50. Para o Duo de US$ 1.999, o tributo chegaria a US$ 499,50. Os cálculos só se aplicam quando o celular não puder ser enquadrado como bem de uso pessoal e pressupõem que a cota de US$ 1 mil esteja integralmente disponível.

Vale a pena viajar aos EUA para comprar?

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É preciso calcular a tributação e os custos da viagem, para ter certeza que compensa comprar o aparelho nos EUA (Divulgação/Apple)

Para quem já tem uma viagem aos Estados Unidos programada, a diferença de preço torna a compra no exterior mais vantajosa, mesmo com a incidência do sales tax. Nos modelos de entrada, a diferença entre os preços brasileiros e a conversão direta dos valores norte-americanos vai de cerca de R$ 5,9 mil no iPhone 18 Pro a R$ 11,8 mil no Duo.

Viajar exclusivamente para adquirir o aparelho exige outra conta. Passagem aérea, hospedagem, alimentação, deslocamentos, câmbio e eventual tributação na chegada ao Brasil podem reduzir ou até eliminar a economia obtida na compra. No caso do Duo, a diferença próxima de R$ 12 mil amplia essa margem, mas não é suficiente, por si só, para determinar a vantagem da viagem.

Também é preciso considerar que os modelos vendidos nos Estados Unidos funcionam exclusivamente com eSIM. Antes da compra, o viajante deve verificar a compatibilidade com sua operadora no Brasil.

Assim, a compra tende a ser mais atraente para quem já estará nos Estados Unidos. Quando o objetivo da viagem é exclusivamente adquirir o aparelho, a vantagem depende do custo total do deslocamento e das condições de entrada do produto no País.