Thomas Dubaere, CEO da Accor
Thomas Dubaere, CEO da Accor (Ana Azevedo/M&E)

Thomas Dubaere, CEO da Accor para as Américas, publicou nesta quinta-feira (15), em seu perfil pessoal no LinkedIn, uma análise sobre as oportunidades e os desafios para o crescimento da hotelaria brasileira. O executivo destacou que a expansão do setor depende não apenas da demanda turística, mas também de infraestrutura, conectividade, eficiência operacional, tecnologia e parcerias de longo prazo.

Na avaliação do executivo, a hotelaria também funciona como infraestrutura econômica, ao movimentar investimentos, construção civil, fornecedores e serviços, além de gerar empregos e contribuir para a atividade econômica das regiões onde os empreendimentos são instalados.

Dubaere ressaltou, porém, que o aumento da demanda não garante, por si só, a competitividade dos hotéis. Para ele, fatores como localização, conectividade, infraestrutura, posicionamento e eficiência operacional precisam estar alinhados para que as oportunidades de mercado resultem em ativos sustentáveis no longo prazo.

O CEO da Accor também chamou atenção para o desenvolvimento de novos destinos no Brasil, considerando a dimensão territorial e a diversidade do país. Nesse cenário, a escolha dos mercados e dos modelos de empreendimento é parte da estratégia de expansão.

Veja abaixo a publicação na íntegra.

Accor aponta “O que está por trás do novo ciclo de crescimento da hotelaria brasileira

Rede amplia metas ambientais e reduz emissões, resíduos e consumo de recursos (Divulgação/Accor)
Dubaere afirmou que o Brasil reúne demanda turística, destinos em desenvolvimento e espaço para novos projetos (Divulgação/Accor)

Há algumas semanas, compartilhei aqui uma reflexão sobre o momento da hotelaria brasileira e as oportunidades abertas pelo crescimento do turismo no país. Mas o que mais me chamou atenção veio depois: nos comentários, a conversa avançou para temas como desenvolvimento dos destinos, competitividade, eficiência dos ativos, tecnologia, experiência do cliente e parcerias. Achei que valia a pena reunir algumas dessas provocações e aprofundar a discussão.

Uma das reflexões foi sobre o papel da hotelaria como infraestrutura econômica. E concordo com essa visão. Um novo hotel vai muito além da oferta de quartos: movimenta investimentos, construção, fornecedores e serviços, gera empregos e pode contribuir para ampliar a atividade econômica e a atratividade de uma região. Em um país com a dimensão e a diversidade do Brasil, desenvolver a hotelaria também significa olhar para novos destinos e para o potencial econômico que existe ao redor deles.

Mas o crescimento, sozinho, não garante competitividade. Demanda, localização, conectividade, infraestrutura, posicionamento e eficiência operacional precisam funcionar juntos para que uma oportunidade se transforme em um ativo sustentável no longo prazo. Para quem desenvolve ou investe no setor, portanto, identificar onde e como crescer é tão importante quanto a decisão de crescer.

Outro ponto importante levantado na conversa foi a combinação entre capital, tecnologia e boas parcerias. Na Accor, o modelo asset-light nos permite crescer ao lado de proprietários e investidores. Eles conhecem cada mercado e investem no ativo. Nós trazemos marcas, distribuição, tecnologia, fidelidade e expertise hoteleira. Tudo isso a serviço de dois objetivos que considero inseparáveis: aumentar a competitividade dos ativos e continuar entregando experiências relevantes para um viajante cada vez mais exigente.

O Brasil tem demanda, destinos em desenvolvimento e espaço para novos projetos. Transformar esse potencial em valor sustentável dependerá das escolhas que fizermos agora, os mercados certos, os produtos adequados, ativos eficientes e, principalmente, parceiros com uma visão comum de longo prazo. Foi justamente isso que achei mais interessante na conversa que começou por aqui, e é uma discussão que quero continuar tendo com proprietários, investidores e parceiros que também enxergam as oportunidades para o futuro da hotelaria brasileira.