
O Chile lidera o ranking de inclusão financeira da América Latina em 2026, segundo levantamento da Credicorp que avalia oito países da região. O resultado, que considera acesso, uso e qualidade percebida dos serviços financeiros, também revela hábitos que podem influenciar a experiência de consumo dos chilenos durante viagens, como a frequência de utilização de serviços financeiros e a menor dependência de dinheiro em espécie.
O turismo no Chile ganha um novo elemento de contexto com os resultados do Índice de Inclusão Financeira de 2026, elaborado pela Credicorp. O país alcança 59,2 pontos e ocupa a primeira posição entre Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, México, Panamá e Peru.
Embora o estudo não avalie diretamente o comportamento dos viajantes, os indicadores mostram um mercado em que os serviços financeiros fazem parte da rotina de uma parcela significativa da população. O dado pode ser relevante para o setor de turismo ao considerar formas de pagamento, consumo e circulação de dinheiro durante viagens nacionais e internacionais.
Confira o ranking:
- Chile – 59,2 pontos;
- Argentina – 56,9 pontos;
- Panamá – 54,3 pontos;
- Equador – 51,5 pontos;
- Colômbia – 50,1 pontos;
- Peru – 47,7 pontos;
- Bolívia – 47,5 pontos;
- México – 46,7.
A média regional entre os países analisados fica em 50,1 pontos.
Turismo no Chile: uso de serviços financeiros chama atenção
Os chilenos utilizam serviços financeiros, em média, 24,1 vezes. O número representa quase o dobro da média dos oito países avaliados, de 12,9 vezes. Para o turismo, o indicador ajuda a contextualizar o perfil de consumo de um dos principais mercados da América Latina. Serviços bancários e meios de pagamento fazem parte da estrutura utilizada pelos viajantes para compras, reservas, transporte, alimentação e outras despesas durante uma viagem.
Outro indicador que chama atenção é a utilização de dinheiro em espécie. Apenas 20% dos chilenos afirmam usar dinheiro vivo “sempre”. Segundo o levantamento, esse é o segundo menor percentual entre os países avaliados. A menor frequência de utilização de dinheiro em espécie também é um dado relevante para empresas que atendem turistas chilenos em outros destinos, especialmente em mercados nos quais pagamentos eletrônicos e cartões são amplamente utilizados.
Quase metade dos cidadãos, 49%, considera que seu dinheiro está seguro nas instituições financeiras. É o maior percentual entre os países incluídos na pesquisa. O gerente de Assuntos Corporativos da Credicorp, Enrique Pasquel, atribui parte do desempenho chileno às características da economia do país. “O Chile é provavelmente a economia mais madura das que fazem parte da medição, e seu nível de economia informal é menor. Tudo isso permite que o cidadão do país tenha um maior nível de inclusão financeira”, comenta.
O executivo também relaciona o resultado ao nível de educação financeira. “É também uma economia maior e mais sofisticada (que outras do estudo), e o chileno, em média, tem um maior nível de educação financeira”, acrescenta. No levantamento, 51% da população chilena está no maior nível de inclusão financeira. Outros 35% estão classificados como em progresso e 14% permanecem no nível inicial.
O que os dados representam para o turismo
Para o setor de turismo, os números ajudam a traçar um contexto sobre o comportamento financeiro do consumidor chileno, especialmente em relação ao uso de serviços financeiros e à utilização de dinheiro em espécie. Agências de viagens, hotéis, companhias aéreas, restaurantes, atrações turísticas e demais empresas que recebem visitantes podem considerar esses hábitos ao estruturar formas de pagamento e comunicação com o público do país.
No entanto, o índice da Credicorp não mede especificamente o consumo turístico, a quantidade de viagens ou os gastos dos chilenos no exterior. Por outro lado, o percentual de chilenos que afirma ter poupado durante o último ano, considerando tanto o sistema formal quanto fora dele, aumenta de 58% para 64%. O crescimento da parcela que poupa também pode ser acompanhado pelo setor turístico como um indicador de comportamento financeiro, embora o levantamento não estabeleça que esse aumento seja destinado a viagens.
A sexta edição do Índice de Inclusão Financeira reúne 13.471 entrevistas com pessoas maiores de idade realizadas em junho de 2026 nos oito países analisados. O estudo considera três dimensões: acesso, uso e qualidade percebida do sistema financeiro.
*Com informações de EFE Comunica.







