
A Latam Airlines Brasil esclareceu nesta quinta-feira (29) que não cancelou voos confirmados para 2027. Em publicação no LinkedIn, Jerome Cadier, CEO da companhia no Brasil, afirmou que os cerca de 2,5 mil voos mencionados recentemente em uma reportagem fazem parte de ajustes na programação prévia da empresa e não correspondem a operações confirmadas e disponíveis para venda aos passageiros. Segundo o executivo, a revisão ocorre em meio ao aumento dos custos do setor aéreo, especialmente do combustível, e à expectativa de menor demanda.
Cadier contestou a interpretação e explicou que os números se referem à programação prévia inserida no Sistema de Registro de Operações (SIROS), e não a voos que já haviam sido confirmados pela companhia e disponibilizados para compra. “Teve repercussão estes dias uma matéria que fala sobre uma suposta redução de quase 2,5 mil voos pela LATAM no segundo semestre de 2027.”
A companhia também reforça a informação em nota enviada à imprensa, onde afirma que segue ampliando, de forma consistente, sua operação doméstica. “Após crescer 12% em oferta de assentos-quilômetros (ASK) em 2025, em relação ao ano anterior, a companhia mantém a perspectiva de crescimento para 2026 e já planeja um novo ciclo de expansão em 2027, adequado ao atual cenário de custos do setor aéreo.” A Latam acrescenta que ultrapassou 40% de participação em passageiros-quilômetros transportados (RPK) no acumulado de janeiro a setembro de 2026. A empresa também reforça que não cancelou voos já confirmados para 2027.
Custos e demanda influenciam planejamento da Latam
Cadier afirma que o crescimento da companhia deve ser menor do que o inicialmente projetado para 2027. “Vamos crescer menos do que esperávamos? Claro. O combustível aéreo dobrou de preço e não teve nenhum subsídio, diferentemente da gasolina e do diesel. Além disso, em 2027 temos uma reforma tributária que vai aumentar os preços das passagens, diminuindo assim a demanda”, argumenta.
Na avaliação apresentada pelo executivo, os aproximadamente 2,5 mil voos citados na reportagem representam uma parcela limitada da operação da companhia no período analisado. Cadier calcula que o número corresponde a cerca de 5% do total de voos previstos. “A empresa vem crescendo consistentemente nos últimos anos: em 2025 crescemos 12% e até agora em 2026 crescemos 8%. Somos a empresa que mais cresceu nos últimos três anos, lançamos vários novos destinos no Brasil e internacionalmente, além de anunciar a compra de aeronaves E2 da Embraer para voarem no Brasil”, destaca.
O executivo ainda rebate a interpretação de que a companhia estaria reduzindo sua presença em determinadas regiões do país. “E antes que deturpem as notícias, estamos crescendo em todas as regiões, inclusive no Nordeste e no Rio de Janeiro, apesar do que faz parecer o noticiário”, declara.
“Entender a aviação não é simples. E para a imprensa, cobrir um setor como este e dar informações precisas também é complicado. Por isso, o canal do LinkedIn é tão importante para poder explicar o que poucos entendem de forma relevante, factual e em contexto. Tentarei fazer isso neste post. Temos um compromisso com este país e acreditamos no seu futuro. E, acima de tudo, temos compromisso com a verdade e os fatos.”
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