
Os equipamentos destinados ao Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1 começaram a desembarcar no Brasil na tarde desta quarta-feira (28), no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo. A operação prevê a movimentação de aproximadamente 800 toneladas de carga por meio de nove aeronaves Boeing nos próximos dias.
O primeiro voo chegou às 14h24. O Boeing 777F, de matrícula A7-BFL, operado pela Qatar Airways, veio de Austin, nos Estados Unidos, onde ocorreu no fim de semana passado uma etapa do Mundial de Fórmula 1. A chegada da aeronave dá início à operação de logística aérea para a etapa brasileira, que será realizada no Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos, na capital paulista, entre os dias 6 e 8 de novembro. A corrida corresponde à 20ª etapa do calendário mundial da categoria em 2026.
Segundo as informações divulgadas pelo Aeroportos Brasil Viracopos, esta é a 25ª operação consecutiva de desembarque e embarque realizada pelo aeroporto para movimentar toda a carga do Grande Prêmio do Brasil. No primeiro voo foram transportados equipamentos de som, imagem e iluminação. As demais aeronaves serão responsáveis pelo transporte dos carros e dos equipamentos utilizados pelas equipes durante a etapa brasileira.
A programação prevê outros oito voos para a chegada das cargas ao Terminal de Carga de Viracopos. De acordo com as informações divulgadas, os voos seguintes têm origem no México. Isso ocorre porque, após o Grande Prêmio realizado em Austin, a Fórmula 1 ainda passa pela Cidade do México entre 30 de outubro e 1º de novembro, antes de seguir para o Brasil.
A operação de chegada, portanto, acompanha o deslocamento da estrutura utilizada pelas equipes ao longo das etapas da temporada. Depois do desembarque em Viracopos, os materiais seguem por transporte terrestre até São Paulo.
Operação terá comboios de carretas até Interlagos
Para levar os carros e equipamentos do aeroporto até o autódromo, Viracopos montou uma operação específica de logística. Os materiais serão retirados do terminal de carga e transportados em comboios de carretas com destino a Interlagos. A movimentação envolve dezenas de viagens entre Campinas e a capital paulista. O planejamento considera os nove voos previstos para o desembarque da carga e a necessidade de encaminhar os materiais utilizados pelas equipes para o local da competição.
A estrutura operacional envolve pelo menos 100 pessoas de diferentes áreas. Participam da operação profissionais do próprio aeroporto, órgãos públicos, agentes de carga, companhias aéreas e empresas contratadas para os serviços de transporte e logística. O trabalho começa com o recebimento das aeronaves e a retirada das cargas no terminal. Na sequência, os equipamentos e carros são encaminhados para os veículos que farão o transporte terrestre até São Paulo. A operação é organizada para que toda a estrutura necessária à etapa brasileira chegue ao autódromo.
Além da chegada da carga ao Brasil, Viracopos também será utilizado na operação de retorno. Após a realização do Grande Prêmio de São Paulo, estão previstos outros nove voos com saída do aeroporto. A logística de saída será realizada depois do encerramento da etapa brasileira e seguirá o calendário internacional da categoria. A Fórmula 1 deixa o Brasil para disputar o Grande Prêmio de Las Vegas, nos Estados Unidos, entre os dias 19 e 22 de novembro. A corrida está marcada para 22 de novembro de 2026.
A movimentação de carga entre as etapas exige que carros, equipamentos e demais materiais das equipes sejam deslocados de um país para outro em sequência. No caso da etapa brasileira, Viracopos concentra o recebimento da estrutura aérea antes do transporte rodoviário até Interlagos. A operação também representa a continuidade de uma logística que já vem sendo realizada pelo aeroporto para o Grande Prêmio do Brasil. Esta é a 25ª operação consecutiva de desembarque e embarque da carga da Fórmula 1 no país realizada por Viracopos.
*Com informações de Aeroin.







