O Governo do Estado do Ceará promove amanhã (15/08) à noite, em Fortaleza, a solenidade oficial de inauguração do Centro de Eventos com um show do tenor Plácido Domingo, do humorista Tom Cavalcante e da Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho. Estão convidados para o evento ministros, governadores, senadores, deputados federais, empresários e representantes do trade turístico e do segmento de turismo de negócios.

A participação do tenor Plácido Domingo custará ao Ceará a importância de R$ 3 milhões segundo contrato assinado pela Casa Civil e a D & E Consultoria e Promoção de Eventos Ltda. O show do humorista Tom Cavalcante, contratado pela Secretaria da Casa Civil do Estado com a TC Produções Artísticas, Fonográficas e Publicidade custará R$ 100 mil e a participação da Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho receberá por sua participação R$ 175.9 mil segundo o contrato da Casa Civil com a Associação Artística de Concertos do Ceará.

No sábado (18), vai acontecer, de fato, a inauguração oficial do equipamento com a realização do “Giro Cultural”, com apresentações abertas ao público, a partir das 17h. Estão confirmadas apresentações do Ballet Edisca; das cantoras Daniela Mercury, Roberta Sá e Jesuton; das bandas Os Paralamas do Sucesso, e Solteirões do Forró, Garota Safada, Forró dos Plays e Forró Real; e do rapper MV Bill. As bandas locais O Verbo, Reite, In Beats e Soul Pop também vão subir ao palco. E as atrações não são apenas musicais: quem for conferir, pode aproveitar ainda pista de Skate Vertical, basquete e o Pavilhão de Humor, com os melhores artistas do gênero no estado.

O CEC recebeu investimentos na ordem de R$ 580 milhões, incluindo também equipamentos complementares, acessos (túneis) e desapropriações. Trata-se de um complexo com 76 mil metros quadrados de área total, sendo 36 salas integráveis e dois grandes salões com 13,6 mil metros quadrados cada um, livre de colunas. Todos os espaços possuem climatização e iluminação inteligentes; isolamento acústico; instalações elétricas e sistemas de sonorização ambiente, de comunicação, e de telefonia. São dois grandes blocos, compostos por salão de exposição dois mezaninos, com dezoito salas cada, totalizando 44 espaços diferentes, se utilizadas as menores divisões. Cada pavilhão pode ser dividido, um em três espaços, outro em cinco, por meio de divisórias de 14 metros de altura e dobráveis, de modo a ficarem completamente recolhidas em um nicho na parede. Além disso, possuem isolamento acústico.

Nos primeiros mezaninos, são oito salas de 321 m² cada, que podem ser utilizadas sozinhas ou em conjunto, pois possuem o mesmo sistema de divisórias dos salões. Nos segundos são dez espaços totalmente integráveis. Estas 36 salas (18 em cada bloco), estão equipadas com sistemas de comunicação e de tecnologia e podem ter diversos usos, conforme a necessidade do organizador: auditórios, exposições, salas de apoio (de administração, de imprensa, de tradução simultânea. Todos os ambientes são climatizados e funcionam de forma independente dos vizinhos. O sistema de ar condicionado é mantido por uma central de água gelada por tanque de termoacumulação para diminuir o consumo de energia e prolongar a vida útil do sistema, resultando também em menores custos de manutenção.

A principal área de convivência, a praça de alimentação, é coberta por um grande domo feito em metal e acrílico transparente de alta resistência, permitindo o aproveitamento da luz natural. Quanto à acessibilidade, todos os espaços são dotados de rampas com guarda-corpo; oito elevadores; dois conjuntos de escadas rolantes por andar em cada pavilhão; pisos táteis entre outras soluções para que portadores de deficiência possam usar o CEC. O equipamento também vai ser beneficiado por uma estação de metrô, da Linha Leste, que vai ligar os bairros Centro, Aldeota-Meireles e Varjota até a região da Washington Soares. Visando facilitar o acesso e melhorar o trânsito na microrregião, o governo também finaliza as obras de quatro túneis, que vão eliminar semáforos.

O trabalho “Impactos Econômicos da Operacionalização do CEC” estima que aproximadamente R$ 318,3 milhões vão ser acrescentados aos valores de salários pagos no Ceará nos 12 primeiros meses de funcionamento do equipamento. Esse é um dos índices que vai fazer com que somente o CEC, de responsabilidade do da Secretaria de Estado de Turismo (Setur), exerça impacto de 1% sobre o PIB cearense. O equipamento vai gerar ainda 87,6 mil empregos diretos e indiretos na cadeia produtiva de eventos. Em relação à arrecadação tributária, o CEC vai gerar R$ 186,1 milhões para o estado. A área dos módulos de exposição é de 1.530 m².

Luiz Marcos Fernandes, de Fortaleza