Em matéria publicada nesta segunda-feira (29), o jornal Folha de S.Paulo afirma que a Tam decidiu romper o contrato de patrocínio com a seleção brasileira. Segundo a publicação, a comunicação será feita pela empresa aérea nos próximos dias. A intenção da Tam é não ter mais a sua marca vinculada à confederação em 2013. A companhia não informou oficialmente o motivo da rescisão do contrato.

No domingo (28), a Folha revelou que quatro empresas de propriedade de um amigo do ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira foram indicadas pela entidade como beneficiárias do contrato de patrocínio da seleção com a Tam.

Pelo documento, a confederação apontou as empresas do Grupo Águia, de propriedade de Wagner Abrahão, para receber o valor das cotas mensais do patrocínio. Segundo o contrato, a Tam paga US$ 7 milhões (R$ 14,1 mi) por ano à confederação para patrocinar a seleção brasileira. As cotas são mensais.

De acordo com um dos artigos do documento firmado entre as duas instituições, a CBF informa à Tam que o pagamento mensal poderá ser feito na conta de uma das quatro empresas do grupo de Abrahão e as lista. São elas: a Pallas Operadora Turísticas Ltda, a Iron Tour Operadora Turística Ltda, a One Travel Turismo Ltda e a Top Service Turismo Ltda. A TAM e a confederação acrescentaram uma cláusula de confidencialidade para manter o artigo em sigilo.

A rescisão unilateral não prevê multa. Pelo contrato, as duas partes pactuaram que a comunicação terá de ser “enviada por escrito com 180 dias de antecedência da entrada em vigor de cada novo ano de período do contrato, à outra parte, sem que haja qualquer tipo de penalidade e indenização devido a ela”.

Em 2011, quando Teixeira integrava o Comitê-Executivo da Fifa, o Grupo Águia, de Abrahão, e a Traffic ganharam o direito da venda de pacotes de Turismo oficiais para a Copa do Mundo. Pelo acordo, as empresas poderão negociar 100 mil “pacotes de hospitalidade” da Fifa.

Folha de S.Paulo